Da Redação

Iniciativa da Editora Positivo, o Projeto Zepelim tem como objetivo estimular o hábito da leitura de forma gradual e contínua, oferecendo livros de complexidade crescente de leitura, acompanhando o amadurecimento da criança. Cada faixa etária trabalha com um nível diferente de linguagem, que obedece às limitações e habilidades inerentes àquela idade. O projeto já conta com 21 títulos lançados, divididos em 7 coleções. “Queremos que cada passo dado pela criança no processo da leitura seja encarado como uma nova descoberta”, ressalta Emerson Santos, diretor-geral da divisão de Livros e Periódicos da Editora Positivo.
Segundo Santos, responsável pela entrada da Editora Positivo no mercado editorial de Literatura Infantil, a expectativa inicial da empresa é clara. “Queremos despertar a paixão pela leitura nas crianças e formar leitores de verdade. Por isso, cada etapa precisa ser trabalhada em seu devido tempo”, pondera.
O desenvolvimento do Projeto Zepelim está centrado também numa das figuras das mais importantes quando o assunto é o incentivo à leitura: o professor. Segundo dados da pesquisa “Retratos da Literatura no Brasil”, 33% de todos os leitores brasileiros são influenciados a ler por seus professores. Por isso, cada um dos 21 títulos que compõem até aqui o projeto (em 2009, serão 96 títulos) será acompanhado de um plano de trabalho pedagógico, com várias possibilidades de exploração do conteúdo daquela obra.
No time de autores, o projeto traz novos talentos, como o Miguel Sanches Neto, e também nomes consagrados, como a Michele Iacocca, por exemplo. De acordo com Marcelo Del Anhol, editor de Literatura da Editora Positivo, a escolha dos nomes foi muito importante. “Valorizamos os aspectos literários, como a força imaginativa, a criação verbal e a inovação, e selecionamos textos que despertassem e conseguissem manter o prazer da leitura”.

Conheça as obras e os autores dos livros que compõem
as primeiras coleções literárias do Projeto Zepelim:
Coleção:HISTÓRIA À VISTA!
O encontro, Michele Iacocca
A caixa de lápis de cor, Maurício Veneza
Lá é aqui, Rogério Borges
Coleção: DE FIO A PAVIO
É muito pouco!, Márcia Leite
Dia de sol na fazenda, Bia Villela
Passeio no trem da poesia, Sônia Barros
Caraminholas de Barrigapé, Marcos Bagno
Viva voz!, Leo Cunha
Coleção: SIM, SIM, SALABIM!
A fiandeira de ouro, Sonia Junqueira
O jogo das moradas pulsantes, Tadeu Pereira
Coleção: CONFABULANDO
À procura de um emprego, Júlio Emílio Braz
O quarto pato, Índigo
O raposo e as luvas, Carlos Augusto Segato
Coleção: HORA VIVA
Pequenas confissões, Georgina Martins
Terra dos Avôs, José Ricardo Moreira
Coleção: PÉ ANTE PÉ
Meus vizinhos são um terror, Telma Guimarães Castro Andrade
Quem quer um elefante branco?, Giselda Laporte Nicolelis
O esconderijo secreto das coisas misteriosas, Márcia Kupstas
Coleção: TEMPO-REI
A guerra do chiclete, Miguel Sanches Neto
Aqui, em Nova York... (NY, in loco), Vivina de Assis Viana
Vovô é um cometa, Ricardo Filho
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"Degustação" especial para os leitores do Cronopinhos:

VOVÔ É UM COMETA
Capítulo I
Prefiro prestar atenção nas aulas. Assim consigo encontrar espaço para fazer tudo. Quando chego em casa, depois da escola, não preciso ficar muito tempo estudando. É só dar uma lida na matéria e lembrar as coisas que a professora falou, fica muito mais fácil passar de ano. Rapidinho dou conta da matéria e posso brincar, acho que nasci para brincar.
Só que naquele dia estava difícil ouvir o que diziam, eu até tentei, mas quem podia se concentrar na matéria com toda aquela bagunça? Dali a pouco, depois do recreio, jogaríamos a partida semifinal, saberíamos quem estaria na decisão do campeonato. Como ouvir direito o que ensinavam e ler o que escreviam na lousa, sabendo que na classe ao lado nossas rivais preparavam-se, espalhando para todo mundo que ganhariam da gente? Que fossem cantando vitória antes da hora, não perdiam por esperar, ou eu não me chamava Laura, a Lalu Boa de Bola. Ritinha, minha colega de ataque, não parava de se mexer, toda hora falava no meu ouvido, cochichando para não levar bronca:
- É hoje que eu arrebento!
Vai entender o que ela queria dizer com isso. Às vezes me perco com as palavras e os significados das frases. O que ela iria arrebentar? A bola, a rede do gol das adversárias, se arrebentar? - fiquei ali pensando um tempinho, distraída. Todo mundo lá em casa me critica por isso. Dizem que eu vivo no mundo da lua.
Lá na frente a Márcia, coitada, se esforçando para explicar tudo direitinho, ia acabar ficando brava. Ninguém estava nem aí para o que ela estava ensinando, todos de olho no relógio, contando os minutos, o tempo se arrastando devagar, quase parando.
* * *

CARAMINHOLAS DE BARRIGAPÉ
Caracol.
Caramanchão.
Carambola.
Caramelo.
Caraminhola.
Caramujo.
Caramujo?
Caramujo, caramujo, caramujo.
Bicho molengo que se arrasta pelo chão. Devagar vai se arrastando, se arrastando, sem pressa e sem preocupação.
Caramujo é bicho bobo? Qualquer outro caramujo, mas o dessa história, não.
* * *

Veja todos os detalhes no site legal que foi criado para o projeto.
http://www.editorapositivo.com.br/literatura
(consulte os títulos também usando a ferramenta de busca
de livros da parceria Martins Fontes - Cronópios)