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19/9/2007 11:46:00
Ebulições Pivianas



Por Paula Dume e Renata D’Elia






No mundo da poesia de Roberto Piva, xamãs celebram o extraterreno todos os dias, os ciclos da natureza são respeitados pelos seres da apodrecida capital poluestana e o planeta acusa que estar em trânsito é um bom sinal para os tempos. O poeta, que completa 70 anos em setembro, expurga juízos e assassinos da realidade de modo controverso ao descosturar pregas móveis demais para uma sociedade imóvel com o agora. “O Brasil que eu lido não é esse. Eu não lido com o país inteiro, eu lido com grupos, com pessoas, com indivíduos", aponta.

 

Em 1961, participou da "Antologia dos Novíssimos", de Massao Ohno, na qual vários poetas brasileiros, até então iniciantes, foram lançados, como Álvaro Alves de Faria. Hoje, Piva é um dos três únicos poetas brasileiros que ocupam linhas no "Dicionário Geral do Surrealismo", publicado na França. Entre "Paranóia" (1963) e "Ciclones" (1997), tem outro livros individuais lançados, além de participações em antologias. Piva está prestes a lançar seu terceiro volume de obras reunidas pela Editora Globo, "Estranhos Sinais de Saturno".

 

Nas palavras de Paulo Franchetti, professor titular no Departamento de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), os escritos do poeta se firmam pela ruptura entre os contrários: “Perto dessa obra, que permaneceu de fato marginal (senão maldita até muito recentemente), os ‘poetas marginais’, seus contemporâneos de antologia, acabam mesmo por parecer garotos instalados na ‘perspectiva estável de uma sala de jantar de classe média’”.

 

Na sala do seu apartamento no bairro de Santa Cecília, Piva conversou sobre seus gostos pela poética da transgressão, seus desgostos pela política e seus contragostos pelos paradoxos da urbanidade.

 

 

Você mora no centro de São Paulo há muito tempo. Você considera essa cidade de hoje mais sombria ou mais dócil que a de ontem?

Mais horrorosa. Eu só moro aqui porque não tenho dinheiro para comprar um sítio, senão eu já estaria fora.

 

Por que horrorosa? O que mudou tanto para você achá-la horrorosa?

Não mudou nada, é por isso que é horrorosa. As pessoas estão mais criminalóides. É uma sociedade de massa, tem criminalidade de massa. Toda metrópole é uma necrópole, um vasto cemitério. O homem é o único animal que armazena seus mortos. Por medo de pegar bicho-de-pé fica amontoado nas cidades, se devorando.

 

As pessoas são mortas-vivas?

Depende das pessoas.

 

Você afirma não ser um poeta da cidade, mas um poeta na cidade. Esse poeta percorre os lugares pelos quais passava na década de 60 e pelos lugares que passa hoje e percebe diferenças? Quais?

Perdeu a magia, a dimensão lúdica. Hoje é uma cidade devastada, com uma população desenraizada que veio do campo para a cidade completamente sem visão do urbano, sem visão de nada.

Antigamente o centro refletia a cidade. Você acredita que hoje isso mudou ou a cidade nunca refletiu nenhum espaço dentro dela própria?

Eu escrevi o livro “Paranóia” que tem uma visão mágica da cidade, como uma grande carniça apodrecendo. Eu vivo aqui por mera falta de opção. Vocês viram no meu livro que saiu pela [Editora] Globo, no primeiro volume [de reedições da obra completa], uma foto minha de 14 anos na fazenda dos meus pais. Aquele tempo é o tempo do sonho, é o tempo dos anos dourados que não voltam mais.

 

Você nasceu no interior?

Eu nasci em São Paulo, na rua Joaquim Eugênio de Lima, na Pró-Matre. Eu fui para o interior, porque meus pais tinham fazenda lá, eram fazendeiros. Eles moravam perto de Rio Claro, em Analândia.

 

Como e quando foi seu primeiro contato com o xamanismo?

Foi na fazenda do meu pai, com um mestiço de índio e de negro que me iniciou na piromancia. Eu tinha 12 anos. Ele mandava eu olhar para o fogo e descrever tudo que via, depois ele interpretava. Era empregado da fazenda e tinha essa dimensão cósmica. Era um poeta intuitivo, um xamã. Depois, eu fui iniciado em mil outras orientações.

 

Jim Morrison afirmava ter sido capturado por um xamã indígena quando criança. Você também foi capturado pelo xamanismo?

Os primeiros poetas eram todos xamãs, e vem daí essa tradição de ligar poesia e inspiração com as técnicas arcaicas do êxtase. Não tem regras. O importante do xamanismo é que se trata de uma religião de poesia, não de teologia. Dante [Alighieri], por exemplo: todo o xamanismo está lá, os três reinos, a ligação mágica que ele tem com o número nove. Ele passou nove dias com febre e durante esses dias teve a intuição de “A Divina Comédia”. Depois, foi exilado de Florença, porque era contra o papa ter poder temporal. Ele era um nômade. Foi hóspede de vários aristocratas que admiravam o trabalho e a cultura dele. Escrevia enquanto estava em trânsito, nos passeios que fazia em torno do castelo desses senhores feudais.

 

Para Jean-Luc Godard, a felicidade não tem história. A poesia tem?

A poesia tem mito, mito do eterno retorno. Ela vive em função das estações, dos ciclos da natureza.

 

O que te motiva ou motivou nessa lida poética: alucinação ou insatisfação?

Os dois. Aquilo que Henry Michaux disse: “na minha absoluta incapacidade de conformar-me”.

 

Na sua carreira, você criou sob o efeito de drogas alucinógenas e psicodélicas. É possível fazer poesia em sã consciência?

Claro, a poesia pode ser feita em qualquer estado de espírito. Não precisa ser necessariamente com alucinógeno. A poesia em si é um delírio. A própria poética é um ato de transgressão na medida em que a poesia trata de coisas invisíveis do planeta, lida com forças invisíveis.

 

A sua poesia atinge um estado de fervura, é instintiva e visceral. No entanto, durante todo esse tempo prevaleceu na literatura mundial, um zelo  politicamente correto, principalmente por essa literatura que ganha prêmios. Você sente que atira pérolas para os porcos?

Atiro pérolas para aqueles leitores que me lêem, que gostam de mim.

 

Para os poucos, não para os porcos.

Para os poucos. O próprio Octávio Paz diz que “a poesia é uma arte minoritária”.

 

O que você pensa da FLIP e desses escritores que participam dos debates?

O que é FLIP?

 

Festa Literária Internacional de Paraty.

Deve ser um acontecimento turístico.

 

Eles convidam escritores de renome internacional , como Mia Couto, Amós Oz, Lillian Ross, J.M. Coetzee.

É ligado à mídia e isso não me interessa.

 

Você não participaria?

Depende. Se pagarem bem, eu vou. São coisas amadorísticas e isso não me interessa.

 

Você tem lido novos autores, principalmente os paulistas que, de certa forma, se consideram “marginais”?

Eu não conheço esses novos escritores marginais, não tive oportunidade de conhecer.

 

No poema “O Andrógino Antropocósmico”, você diz que “o leitor quer dar & tem medo”. O que a poesia quer revelar e tem medo?

Quer revelar o lado escuro da Lua [rs]. Pink Floyd ...

 

Sobre as críticas que tenham atingido a sua literatura e a de outros, o que é pior na crítica literária: a tentativa de ignorar o sexo, a classificação de tudo que é libertino como sujo ou a busca pela racionalização do desejo?

Tudo isso é muito ruim, porque não tem que se colocar problemas de comportamento, tem que colocar problema de cultura. É um atraso de todo um país que vai atrás disso. Não é problema de comportamento, é problema de cultura.

 

Você lê crítica literária sobre você ou sobre outros escritores?

Eu leio por curiosidade quando sai.

 

Mas isso te afeta? Você fica bravo?

Não fico bravo. Não tenho sido malhado.

 

Você tem sido elogiado, de forma acadêmica, inclusive.

Eles descobriram, né?

 

Quem você lê?

Nossa, tudo isso aí [aponta para pilhas de livros que estão em sua sala]. Tem mais um armário cheio, e dentro do quarto tem mais dois.

 

Aqui tem de Dante a [Alejandro] Jodorowsky.

Exatamente.

 

O que você está lendo agora?

Estou lendo “Psicomagia”, do Jodorowsky.

 

Podemos dizer que os aquários da imaginação brasileira se racharam?

Sim, mas o Brasil que eu lido não é esse. Eu não lido com o país inteiro, eu lido com grupos, com pessoas, com indivíduos.

Piva, o que é brasilidade?

Não sei. Vinícius [de Moraes] dizia “pátria minha é o grande rio secular que bebe nuvem, come terra e urina mar”. Talvez seja isso.

 

Em “O século XXI me dará razão”, manifesto escrito em 1984, você critica  “seu sindicato policial do crime, seus gângsteres ministros, seus partidos de esquerda fascistas, suas mulheres navios-escola, suas fardas vitoriosas, seus cassetetes eletrônicos, sua gripe espanhola, sua ordem unida, sua epidemia suicida, seus literatos sedentários, seus leões-de-chácara da cultura, seus pró-Cuba, anti-Cuba, seus capachos do PC, seus bidês de direita, seus cérebros de água choca”. Como se sobrevive num mundo em que essas pessoas e instituições mandam?

Sobrevive com vaselina no corpo. Você tem que ser escorregadio.

 

E ninguém te pega?

Eles pensam que pegam, mas não pegam.

 

Quem é que está ouvindo os seus urros pelos “poliedros da justiça”?

Tem vários tipos de pessoas, de todas as classes sociais. Tem muita gente que compartilha com essa visão de mundo ainda.

 

Você diz que tem contato com alguns grupos de pessoas que não compartilham essa visão de mundo generalista. Acreditamos que você tenha contato com jovens, interessados em literatura. O que lhe provoca esta juventude de agora? Qual tipo de sentimento, de opinião, de impressão?

Você está falando das pessoas que gostam da minha poesia?

 

Sim, com as quais você dialoga.

Eu gosto muito de falar com as pessoas.

 

Há semelhanças com a sua geração ou são coisas totalmente diferentes?

Tem coisas diferentes, mas tem pontos de ligação muito grandes.

 

O comportamento desregrado é uma herança? É visível ou é um estilo wannabe: “eu quero ser desregrado, anarquista e livre”?

[Pier Paolo] Pasolini dizia que tem três tipos de adolescentes, de pessoas jovens, que são as mais sacrificadas na sociedade: os jovens homossexuais, os aristocratas do norte da Itália e os cultos. De todos, os mais solitários são os cultos.

 

Esses são os que você tem visto com mais freqüência?

Eu tenho visto de tudo. Não fico só nesse tipo.

 

E os demais? Há uma bestialidade maior no restante?

Pessoas medíocres eu evito, porque burrice pega. Você vê que o país está atravessando um período de burrice enorme com esses ditadores de esquerda no poder.

 

O que lhe incomoda mais: a pressão acadêmica e intelectual, que cobra do escritor uma postura nacionalista, ou a especulação sobre sua posição política?

Engraçado que não me perguntam da minha posição política, porque sabem que eu sou monarquista. Desde 1958, eu sou monarquista. Percebi que a grande maioria do povo brasileiro é aristocrata, mas caíram nessa conversa de Lula, de PT, de “uísquerda”, da esquerda do uísque. O cerebrozinho deles é reduzido, só cabe aquela meia dúzia de chavões para poder analisar a realidade. E a realidade é oscilatória, não é linear.

 

O que é pior: PT ou PSDB?

PT é um lixo. Nunca votei no PT. Voto em qualquer partido, menos no PT. O PT é aliado do governo criminoso de Cuba. Lula é um produto da “uísquerda” da USP e de Ipanema. É um governo de pessoas corruptas e medíocres. É preciso varrer essa gente do poder.

 

É pseudo-comunismo?

PT é o fascismo de esquerda. É aquilo que Pasolini chamava de “o fascismo vermelho”, termo criado pelo Wilhelm Reich.

 

Cite um “estrangeiro na legião”.

Nossa, tem tantos. [Antonin] Artaud, [Henry] Michaux, [Dino] Campana e os poetas beats americanos.

 

Você já tinha sido publicado na “Antologia dos Novíssimos” do Massao Ohno, quando entrou em contato com a poesia de Allen Ginsberg?

Eu não tinha contato nenhum com a [poesia] beatnik quando comecei a escrever, tanto que é uma poesia completamente diferente da “Antologia dos Novíssimos”.

 

Você leu logo depois?

Li logo depois os beats, em 60, 61.

 

Isso mudou sua vida ou você já estava contente com Dante, com essa outra atmosfera?

O que me mudou a vida foi a vida. As circunstâncias, a visão não-linear do mundo, essa coisa toda.

 

Entrevistamos Massao Ohno [editor de Piva durante muitos anos] recentemente. Ele declarou que nem ele nem você, nos anos 60 e 70, tiveram qualquer problema com a ditadura, já que ele era filho de militar e tinha costas quentes. Você teve algum problema em tempos de ditadura, logo a partir do primeiro livro, “Paranóia”?

O perigo em qualquer ditadura é o guarda da esquina, não é o general. A polícia toma o freio nos dentes e fica extremamente arbitrária. Muitas vezes, bêbado na rua, de madrugada, você era preso para passar o fim de semana. Chegava na cadeia, te roubavam tudo. Os carcereiros faziam um rapa e te soltavam.

 

Você passou por isso alguma vez?

Duas ou três vezes.

 

O escritor Reinaldo Arenas foi severamente reprimido pela ditadura de Fidel Castro, em boa parte devido à homossexualidade. Ele dizia que a homossexualidade lhe garantia inspiração e libertação. Isto está no livro “Antes que anoiteça”, a autobiografia dele. O homossexualismo influi no seu instinto libertário, na sua escrita libertária?

Não tem nada a ver uma coisa com a outra. Octávio Paz dizia que “a poesia é subversão do corpo”. Então, seja no corpo que for – homossexual, heterossexual, bissexual – ela estabelece a sua própria corrosão. Essa frase dele já é uma crítica à sociedade organizada. Nos países totalitários, a homossexualidade representa uma ameaça para a pequena burguesia do poder, vide ex-URSS e Cuba que até hoje encarceram e matam homossexuais.

 

Mala na Mão & Asas Pretas para quem?

É uma forma de dizer que você está em trânsito no planeta.

 

Você se considera em trânsito, sempre?

Estou em trânsito e quando morrer não voltarei jamais.

 

Sobre o período em que você dava aulas, não era incômodo partilhar um conhecimento tão formal e quadrado?

Aula não é esse tabu. Você fala sobre o que quiser.

 

Você dava aula de poesia?

De poesia. E dava Gilberto Freire para eles lerem. Tudo aquilo que a esquerda não dava.

 

Você foi produtor de shows de rock. Era o rock para você uma expressão contrária àquela obrigatoriedade de se fazer MPB, de se fazer canção de protesto, engajada?

Nunca me liguei nessa canção de protesto, tudo isso é um lixo. Eu promovia show de rock para ganhar dinheiro, para sobreviver, e porque eu gostava. Não dava muito dinheiro, mas eu gostava. Foi um período muito criativo, conheci muitas pessoas interessantes, mas cabeça de roqueiro, como de bofe, é cabeça de congo belga, muito limitada.

 

Foi curta a carreira?

Eu produzi shows durante dois anos.

 

Você pintou algum desses quadros que estão aqui? [em referência aos quadros que cobrem as paredes da sala do seu apartamento]

Não.

 

Você tem outra vocação artística?

Não tenho.

 

Essas obras de arte lhe foram presenteadas?

Sim, tem Rubem Valentim, Rodrigo de Haro, artista plástico absolutamente genial, Wesley Duke Lee com dedicatória, tem vários. Eu troco de vez em quando, coloco pôsteres dos jazzmen.

 

E tem um Milles Davis e um John Coltrane.

Sim, fotografia e pôster.  

 

Nenhum Thelonious Monk?

Não, não achei.

 

Estamos vendo aqui na estante uma embalagem do “Roma”, seriado produzido pela HBO...

Que eu ganhei do [João Silvério] Trevisan. Foi presente de aniversário antecipado que ele me deu.

 

Você assistiu “Roma”? O que você acha desse retrato que os produtores da HBO estão fazendo?

Achei brilhante. Pela pesquisa que eles fizeram, é brilhante.

 

Falando em Roma, seu filme favorito é “Satyricon”, do [Federico] Fellini ...

E um dos livros que eu também mais gosto. Do Petrônio. Vocês gostam?

 

De ambos, Petrônio e Fellini.

É uma beleza esse filme. Está absolutamente de acordo com o livro. É a descrição que o Petrônio faz da nova classe, que era a dos escravos libertos, com os quais Nero governou. Por isso que ele era mal-visto, apesar de ser um aristocrata. A classe senatorial nunca perdoou Nero por ter governado com os escravos libertos.

 

A editora Globo já lançou dois volumes de suas obras reunidas – “Um Estrangeiro na Legião” (2005) e “Mala na Mão & Asas Pretas” (2006). Vem aí o terceiro, “Estranhos Sinais de Saturno”. Fale um pouco sobre o último volume, quando vai ser lançado e quais são suas expectativas.

Provavelmente vai ser lançado no dia do meu aniversário. Eu faço 70 anos no dia 25 de setembro. Não está certo ainda porque tem muita coisa inédita que está aqui, e eu preciso passar para eles. Tem um livro já publicado que vai sair nesse último volume também, o “Ciclones”.

 

De todos os seus livros, qual o seu preferido?

Gosto do “Ciclones”.

 

Que por sinal é o mais recente. Por que?

Porque as minhas mais queridas vivências estão lá.

 

Que são as vivências mais recentes também?

Não, não necessariamente.

 

Piva, o que lhe faz sorrir e o que lhe faz chorar?

De tudo é possível você rir e chorar.

 

Depende do quê?

Aquilo do [William] Blake: “o excesso de alegria chora, o excesso de tristeza ri”.

 

De que material é feito Roberto Piva?

[silêncio] Material extraterrestre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

 

FRANCHETTI, Paulo. "Pós tudo: A Poesia Brasileira depois de João Cabral". In: Estudos de Literatura Brasileira e Portuguesa. São Paulo: Ateliê Editorial, 2007. 

 

 

 

 

 

Paula Dume é estudante de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, integrante da equipe do veículo impresso e independente Catarse, rascunha linhas nas revistas eletrônicas Speculum e Scream & Yell. Para ela, cinema não é escuro e a tela importa. Chove de vez em quando em http://descompassada.blogspot.com. E-mail: pauladume@yahoo.com.br.

 

Renata D´Elia é paulistana, tem vinte e poucos anos, e escreve sobre música, cinema e literatura para veículos da internet. Também trabalha como tradutora. Ela pode ser encontrada falando pelos cotovelos nos calabouços e arredores da Faculdade Cásper Líbero.
Blog: http://deliaboard.blogspot.com. E-mail: deliabord@yahoo.com.br.

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