O evento Cartografia Literária reuniu, em 2007, nove coletivos de literatura no SESC Consolação. Os encontros foram pautados pelo reconhecimento e exposição de grupos envolvidos em atividades de literatura na cidade de São Paulo, por meio de encontros, entrevistas e saraus, com o propósito de fomentar a convergência de idéias e processos de produção poética e literária. Na esteira das produções literárias capazes de prescindir do mercado editorial ou de criar alternativas a ele, caminhamos em direção à literatura que circula na Internet.
Vivenciamos um momento onde novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. Essa constatação, feita pelo filósofo e pesquisador Pierre Lévy, se tornou uma urgente realidade com o advento da Web e a facilitação ao acesso à Internet.
Nada mais pode prescindir da Web. As Artes e a Cultura em geral, e especificamente a Literatura, já não podem virar as costas para a Web e suas ferramentas de criação e interação.
A Web (e especificamente a Internet) chegacomoum suporte potencial de trocas e já desbanca grandescorporações de informação e editoras; descentraliza o acesso do público a obras e questionamentos literários (e outros) — queantessó poderiam ser acessados viagrandeseditoras, com esquemasempresariais de distribuição nacional, e órgãos da imprensacomseujornalismo cultural respondendo a grandes interesses.
Agora qualquer um pode ter um blog, escrever o que quiser, montar seu site, espiar o que amigos e inimigos estão escrevendo, contatar escritores, trocar textos, arquivos, idéias, criar seu e-book.
Há informações que circulando apenas pela Internet já pressionam políticas e governos. Geram novas posturas culturais. Um novo mundo, quem sabe admirável, está sendo criado por esta geração que já domina a linguagem e ferramentas da Web como se fossem um novo abecedário.
Observamos que com a Internet, novos grupos e movimentossão gerados da noitepara o dia, comvisibilidade exponencial. Além do mais são várias possibilidades ainda inexploradas, ou mal exploradas até então. Se tudo isso não bastasse, com a Internet as fronteiras foram efetivamente abolidas. O muro desabou e ainda não sabemos o que fazer com isso. Mesmo a língua já não é mais uma limitação e sim um rico potencial de troca e assimilações culturais.
Todo grande momento histórico como esse precisa ser pensado e analisado enquanto os rumos ainda estão incertos e os ganhos (e perdas) não foram contabilizados.
Sabemos que a Literatura permeia de algum modo todos os aspectos da Cultura. A Literatura é o espelho — quando não a própria matriz — dos fundamentos essenciais de nossa civilização. Por isso o casamento dela com as possibilidades libertárias e as múltiplas ferramentas que a Web disponibiliza geram a faísca que poderá iluminar toda uma época.
Para discutir este momento histórico propomos este ano o Cartografia Web Literária: uma reflexão sobre os rumos da Literatura com o advento da Web. Os rumos dos conteúdos culturais e informacionais em época de faça-você-mesmo.
As várias mesas de discussão e apresentações que acontecerão durante a semana do Cartografia, contarão com uma parcela bem representativa dos protagonistas e mentores deste processo no Brasil. Profissionais, pesquisadores, editores, escritores, blogueiros, artistas multimídia, webdesigners, acadêmicos, pesquisadores na área de web arte, performers, poetas multimeios, músicos, professores, internautas e o público em geral estarão trocando experiências, questionando e repensando o próprio fazer (a poiésis) deste momento tão instigante.
Os Curadores
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REDES LITERÁRIAS
No quadro da contemporaneidade as possibilidades apresentam-se desafiadoras para a capacidade humana ao tentar se apropriar do conhecimento, que a conectividade agora aproxima.
A cultura se alimenta assim, da tensão gerada por este dinamismo propagado pelas redes virtuais, que alteram a maneira de ler e ver, de modo que os textos e as imagens existem à medida que o leitor ou o espectador intervém ou os reinterpreta, como menciona Néstor Canclini.
É sobre esta seara que o SESC São Paulo acredita que a arte se constitui, ao disseminar sensibilidade e conhecimento. Por meio de um abrangente trabalho de integração de idéias e de reflexões, lida com temas, por vezes não estabelecidos, como o alcance da possível sociabilidade tecnológica, que envolve, sobretudo, a democratização do acesso à informação. Para tanto, desenvolve, no SESC Consolação, o projeto Cartografia Web Literária, uma vertente do projeto Cartografia Literária.
No universo expandido, o projeto Cartografia Web Literária, que se integra à programação da Bienal do Livro de São Paulo, propõe uma série de encontros, debates, leituras e apresentações sobre o tema, a partir do mapeamento realizado sobre a produção de oito Estados brasileiros: Rio de Janeiro, Pará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Bahia.
Assim, serão feitos percursos de narrativas que se associam a um aspecto global, mas com características muito próprias, geradas pelo prazer - que resiste - emconjugar criação e leitura.
Danilo Santos de Miranda
Diretor Regional do SESC São Paulo
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Era Nova
Por Paulo Franchetti
A web veio para ficar. Um dos seus maiores trunfos é a ausência de barreiras alfandegárias. O recorte da distribuição dos textos não é mais geográfico, mas lingüístico. Com os programas de inclusão digital patrocinados pelas empresas e pelos governos, o acesso à web tende a se tornar tão generalizado quanto a instrução básica. Já agora, o baixo custo da publicação, a facilidade do acesso à informação, a mensurabilidade da resposta dos leitores, a precisão dos mecanismos de pesquisa e a voracidade por novos conteúdos que caracterizam a web têm causado impacto na produção, na circulação e no consumo de textos literários. Uma grande massa de textos invade as caixas postais e transborda de blogs, listas de discussão e sites pessoais. A vida literária experimenta uma nova era: grupos, revistas, fofocas, rivalidades, polêmicas, o marketing dos amigos, o automarketing — tudo se projeta fácil e eficientemente no hiperespaço. Constroem-se identidades literárias puramente virtuais. O plágio corre solto. Nasce a “erudição de internet”, na criação como na crítica. Modas e autores surgem e somem como bolhas. Ao mesmo tempo, a web ocupa o lugar deixado vago ou recusado pela mídia impressa ou pela TV: um grande poeta dá uma entrevista a um site e uma geração inteira pode ouvir e ver o que já não se ouve nem se vê na televisão, nem nos grandes veículos da imprensa de massa; poemas notáveis e textos críticos de peso aparecem já primeiro no espaço virtual para só depois conhecerem o gosto do papel; romances e poemas de autores de várias épocas se oferecem gratuitamente em várias línguas; textos críticos do passado ficam ao alcance dos dedos; tradutores on-line facilitam a leitura dos estrangeiros.
Como, frente a essa enorme multiplicidade de facetas e eventos, não pensar seriamente o significado da web para o presente e o futuro da literatura? E, sobretudo, como ter uma opinião simples e unívoca? Como ser apenas eufórico, face a uma mudança cujas conseqüências podem ser terríveis para o mundo da cultura, tal como o conhecemos? Como, em suma, relegar a urgência dessa reflexão, em nome da nostalgia de um tempo em que o mundo da cultura era de papel, de pedra e de tinta? Não há retorno. Este texto mesmo nasceu para a web e nela vai circular em primeira mão.
índice
* as zonas de exclusão do mercado literário e o papel da internet
12 terça 19h
Na primeira noite do evento, escritores e intelectuais de várias regiões do país debaterão sobre o mercado editorial brasileiro e as dificuldades para a inserção de autores que não publicam ou não transitam pelo eixo sul (onde há a concentração de capital, editoras e empresas de distribuição). A Internet veio reconfigurar a cartografia literária brasileira? Em que sentido a Internet contribui para o fortalecimento e fomento da Literatura? A qualidade das criações literárias foi influenciada de alguma maneira pela Internet?
Debatedores:
Heloisa Buarque de Hollanda [pesquisadora e curadora] – RJ
Fabrício Carpinejar [poeta e blogueiro] – RS
Carlos Emílio C. Lima [ficcionista e editor] – CE
Vicente Franz Cecim [poeta] - PA
Raimundo Carrero [ficcionista e professor] - PE
Mediador: Edson Cruz [poeta e editor do portal Cronópios] - SP
Encerramento: Leitura de textos com os escritores e Performance apresentada por Lúcio Agra
* publicação e distribuição da literatura em tempos digitais
13 quarta 19h
A segunda noite recebe escritores e editores que começaram, ou firmaram sua escrita e interferência no meio literário, em blogs, sites ou coletivos de literatura. Quais os caminhos da publicação e da distribuição da literatura em tempos de Internet e a importância de sites e blogs na trajetória de autores, iniciantes ou não, serão os temas do debate. Haverá telões onde os sites e blogs poderão ser mostrados e comentados.
Encerramento: Leitura de textos e discotecagem com DJ Malásia
*interfaces da literatura na web
14 quinta 19h
A terceira noite do Cartografia contará com criadores e especialistas nas ferramentas e recursos agregados aos conteúdos de literatura na Internet. Todos os debatedores possuem contribuições relevantes e destacam-se na área com trabalhos apurados tanto técnica quanto esteticamente. A discussão girará em torno das interfaces em meio eletrônico — o diálogo com as artes plásticas, música, HQs, animações. O diálogo da literatura com outras artes ganha maiores contornos na Internet?
Encerramento: Apresentação de André Vallias com vídeo-poemas e traduções.
* apreciação e crítica dos conteúdos de literatura veiculados na internet
15 sexta 19h
A última noite de debates contará com a participação de acadêmicos e editores-poetas de publicações eletrônicas que circulam e ganharam o respeito das universidades, estudantes, professores e escritores. A discussão passará pelo olhar da comunidade científica e acadêmica sobre os conteúdos gerados e veiculados na Internet. Há a possibilidade de uma crítica confiável, estabelecida coletivamente, sobre os conteúdos da própria internet. O volume de acessos e as ações colaborativas são balizadores da qualidade de um site, ou de uma tendência contemporânea para geração democrática do conhecimento?
Mediadora: Leda Tenório da Motta (Professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC SP, pesquisadora do CNPq, crítica literária e tradutora.)
Encerramento: Márcio André apresenta uma roldana de palavras-poesia-máquina de desautomatizar munido de vozes, violino e outros objetos sonoros.
* Sarau Cartográfico
16 sábado 15h
Participação de autores, blogueiros, internautas, convidados, Djs, performers, poetas, editores. Leituras e bebericagem.
Todas as mesas terão transmissão Ao Vivo pela TV Cronópios e poderão ser acompanhadas pelo Portal Cronópios (www.cronopios.com.br). Além disso, o portal disponiblizará um CHAT para você enviar suas perguntas para a mesa em tempo real. Fique conectado!
Curadoria do Cartografia Web Literária-2008
Francis Manzoni (SESC Consolação)
Edson Cruz (Cronópios)
biografia dos convidados
Heloisa Buarque de Hollandaé professora titular de Teoria Crítica da
Cultura da Escola de Comunicação da UFRJ. Coordena o Programa Avançado de Cultura Contemporânea/Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ; é diretora d´O Instituto Projetos e Pesquisa e da Aeroplano Editora Consultoria Ltda, bem como Curadora do Portal Literal (www.portalliteral.com.br). Tem inúmeros artigos e livros nas áreas arte, literatura e políticas culturais.
Fabrício Carpinejaré poeta, cronista, jornalista e professor, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS. É autor dos livros de poesia "As Solas do Sol" (1998, 2ª edição, Bertrand Brasil), "Terceira Sede" (2001, 2ª edição, Escrituras), "Biografia de uma árvore" (2002, 2ª edição, Escrituras), "Caixa de sapatos" (2003, 2ª edição, Companhia das Letras), "Cinco Marias" (2004, 2ª edição, Bertrand Brasil) e "Como no céu/Livro de Visitas" (2005, Bertrand Brasil) e "Meu Filho, Minha Filha" (2007, 4ª edição, Bertrand Brasil), entre outros. É coordenador e professor do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Universidade do Vale do Rio do Sinos, inédito no Brasil. Site: www.carpinejar.com.br Blog: http://fabriciocarpinejar.blogger.com.br
Carlos Emílio C. Limaé escritor nascido no CE, poeta, editor, ensaísta, antidesigner. Autor dos romances A Cachoeira das Eras - A coluna de Clara Sarabanda (1979); Além, Jericoacoara - Observador do Litoral (1982);
Pedaços da História Mais Longe (1997) e O romance Inédito e esquecido de Jorge Amado na voz da velha e negra senhora (2006 - inteiramente publicado no portal Cronópios); dos livros de contos Ofos (1984), O romance que explodiu (2007) e do estudo ensaístico Virgilio Varzea: os olhos de paisagem do cineasta do Parnaso (2002). No momento, nenhuma de suas obras está distribuída nacionalmente em forma de livro de papel. (www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=14)
Vicente Franz Cecimé escritor nascido na Amazônia, em Belém do Pará.
Em 1979, com A asa e a serpente, iniciou uma longa obra que até hoje continua criando: Viagem a Andara, o livro invisível, em que transfigura a sua região natural, a Amazônia, em Andara: uma região-metáfora da vida em que o sobrenatural emerge em epifania. Em 2001, quando a invenção de Andara completou 22 anos, publicou Ó Serdespanto (Íman Edições, Lisboa)com 2 novos livros de Andara, apontado pela crítica portuguesa como um dos melhores livros do ano.Em 2004 relançou, em versões finais, transcriadas, os 7 primeiros livros de Andarareunidos nos volumes A asa e a serpente e Terra da sombra e do não (Editora Cejup, Belém).Em novembro de 2005, publicou seu primeiro livro em Iconescritura, também em Portugal: K O escuro da semente (Ver o Verso, Maia). Em 2006, saiu a edição nacional de Ó Serdespanto (Bertrand Brasil, Rio). (http://www.culturapara.com.br/vicentececim/vicentececim.htm)
Raimundo Carrero nasceu em Salgueiro, sertão de Pernambuco. Começou a escrever na infância mas somente publicou a sua primeira novela - "A História de Bernarda Soledade" - em 1975. Até o momento publicou quinze livros: romances, novelas, contos e ensaios. Ganhou os prêmios Jabuti, com o livro de contos "As sombrias ruínas da alma", o APCA e o Machado de Assis, com "Somos pedras que se consomem", também finalista do Prêmio Jabuti, e o prêmio Revelação do Ano - Oswald de Andrade -, em Porto Alegre, com o romance "Viagem no ventre da baleia". No terceiro governo Miguel Arraes foi presidente da Fundação de Cultura e secretário-adjunto de Cultura. Atualmente edita o jornal Pernambuco, suplemento cultural do Diário Oficial do Estado. Site: www.raimundocarrero.com.br/
Edson Cruz, baiano de Ilhéus e paulista de formação. Estudou música e psicologia até reconciliar-se com a literatura. Foi editor do site Capitu e agora é editor-fundador do site Cronópios (www.cronopios.com.br). Lançou o livro de poesia, Sortilégio, pelo selo Demônio Negro. Bloga no http://sambaquis.blogspot.com
Clarah Averbuck é gaúcha de Porto Alegre. Publicou inicialmente na Internet. Foi colunista do histórico CardosOnline, que durou até 2001 e revelou escritores como Daniel Galera e Daniel Pellizzari. Em São Paulo lançou sua primeira novela, Máquina de Pinball. Em 2001 criou o blog “brazileira!preta” muito acessado e comentado. Publicou, também, Das coisas esquecidas atrás da estante, em 2003, e Vida de gato, em 2004. Blog, http://adioslounge.blogspot.com/
Ana Paula Maia é carioca e autora dos romances "O habitante das falhas subterrâneas" (7 letras - 2003) e "A Guerra dos Bastardos" (Língua geral - 2007). Participa de diversas antologias, entre elas, "25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira" (Record - 2004). Em 2006 publicou na internet a novela "Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos". Mantêm o blog Killing Travis (www.killing-travis.blogspot.com).
Cardoso (André Czarnobai) nasceu em Porto Alegre, RS. É ficcionista y não-ficcionista, gongorista, jornalista, roteirista, consultor criativo, webshaman extraordinaire, webdesigner autodidata, desenhista, preparador de original, tradutor, intérprete, produtor musical, DJ, MC etc. Foi um dos criadores do histórico CardosOnline. Atualmente, dizem que bloga no http://qualquer.org/salsbury/
Artur Rogério é de Paulista, mas morou até a adolescência em Barreiros, Mata Sul de Pernambuco. Estuda História e Letras em Recife. Criou o Grupo de Teatro Reticências, o Cineclube AZouganda e o Cineclube Cabidela. Tem vários livros não publicados. É idealizador e produtor do Nós Pós, eventos que marcam Recife com a divulgação da literatura contemporânea de Pernambuco. (www.nospos.blogspot.com))
Lima Trindade nasceu em Brasília, começou como fanzineiro e rapidamente migrou para o mundo eletrônico da internet. Há dez anos edita (e colabora) a revista Verbo21 (www.verbo21.com.br), publicação que se pauta pela versatilidade de seus colaboradores, multiplicidade de olhares, inquietações contemporâneas. Depois de 2005 publicou 3 livros, uma novela-pop-rock chamada Supermercado da Solidão (LGE, 2005), as antologias de contos Todo Sol mais o Espírito Santo (Ateliê Editorial, 2005) e Corações Blues e Serpentinas (Arte Paubrasil, 2007).É mestre em literatura pela Universidade Federal da Bahia.
André Vallias é poeta, designer gráfico e produtor de mídia interativa. É paulista onde se formou em Direito pela USP. Começou a criar poemas visuais em 1985, usando a técnica serigráfica que aprendeu com o artista e editor Omar Guedes. De 1987 a 1994, viveu na Alemanha, onde, influenciado pelas idéias do filósofo Vilém Flusser, orientou suas atividades para a mídia digital. Em 1990, foi co-curador (com Friedrich W. Block e Valeri Scherstjanoi) da exposição "Transfutur – poesia visual da União Soviética, Brasil e Países de língua alemã" (Kassel e Berlim). Com Friedrich W. Block, organizou a primeira mostra internacional de poesia feita em computador: "p0es1e-digitale dichtkunst" (Annaberg-Buchholz, 1992). Em 2003, foi agraciado com o Prêmio Sergio Motta de Arte & Tecnologia pelo poema interativo ORATORIO. Em 2004, criou a revista on-line Errática, editada com a colaboração do poeta e ensaísta Eucanaã Ferraz: http://www.erratica.com.br
Mardônio França é poeta multimeios. Recentemente produziu diversos curtas-metragens e cinePoemas. Co-editor da antologia de poesia, Massanova. É editorda revista eletrônica corsário ( www.corsario.art.br). Tem 10 livros de poemas na revista corsário. Gosta de computadores, fotografias e jangadas.
Fábio Oliveira Nunes é Doutor em Artes na Escola de Comunicações e Artes da USP e Mestre em Multimeios na UNICAMP. Atua como artista multimídia, designer digital e pesquisador nas áreas de web arte, arte mídia e poéticas da visualidade. É co-editor da revista de poesia digital Artéria 8, juntamente com Omar Khouri e organizador da revista digital-objeto NÓISGRANDE. http://www.arteria8.net
Lucio Agra, Doutor em comunicação pela PUC, professor do Mestrado em Design do Centro Universitário Senac, onde também dá aulas nas pós-graduações lato senso de Design Gráfico e Criação de Imagem e Som em Meios Eletrônicos; professor da Graduação em Comunicação das Artes do Corpo da PUC-SP, na área de Performance. (http://www.myspace.com/lucioagra)
Ivan Marques é doutor em literatura brasileira e professor da Universidade de São Paulo. Foi diretor do programa literário "Entrelinhas" e editor-chefe do programa "Metrópolis", ambos da TV Cultura. Na mesma emissora, dirigiu os documentários "Versos diversos: a poesia de hoje", "Orides: a um passo do pássaro" e "Assaré: o sertão da poesia". Organizou o livro "O espelho e outros contos machadianos" e as antologias "Histórias do Romantismo", "Histórias do Realismo" e "Histórias do Pré-Modernismo", todos pela editora Scipione. Tem artigos publicados em livros, jornais e revistas. (www.cronopios.com.br/tvcronopios/conteudo.asp?id=37)
Paulo Franchetti nasceu em Matão (SP). Professor Titular no Departamento de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), fez mestrado na Unicamp, doutorado na USP e livre-docência na Unicamp. Publicou, entre outros, Alguns aspectos da teoria da poesia concreta (Campinas, Editora da Unicamp, 1989), Nostalgia, exílio e melancolia – leituras de Camilo Pessanha (São Paulo, Edusp, 2001), Estudos de literatura brasileira e portuguesa (Cotia, Ateliê, 2007) e O essencial sobre Camilo Pessanha (Lisboa, Imprensa Nacional, 2008). Publicou ainda, pela Ateliê, a novela O sangue dos dias transparentes (2003) e a coletânea de haicais Oeste (2008). Desde 2002, dirige a Editora da Unicamp. (http://www.unicamp.br/~franchet/)
Márcio-André é poeta, tradutor, editor, performer e ensaísta. Autor dos livros Movimento Perpétuo (2002), Cazas (2006), Intradoxos (2007) e Ensaios radioativos (2008). É editor da revista de arte e literatura Confraria, produzida pela Confraria do Vento, editora que coordena no Rio de Janeiro. Faz peças musicais para teatro e cinema e realiza performances de improvisação oral, poesia sonora e música eletroacústica, fundindo o som do violino ao de outros objetos produtores de som. Em junho de 2007 realizou a Conferência Poético-Radioativa de Pripyat, performance que consistiu em leitura solitária de poemas na cidade fantasma de Chernobyl, na Ucrânia. Também fez leituras em Coimbra, Paris, Buenos Aires e Londres e tem seu trabalho traduzido para diversas línguas. (http://www.confrariadovento.com/)
Linaldo Guedes nasceu em Cajazeiras no Alto Sertão da Paraíba. É poeta, tendo publicado seu primeiro livro “Os zumbis também escutam blues e outros poemas” (Textoarte Editora), em 1998, e o segundo, “Intervalo Lírico” (Dinâmica Editora), em 2006. Lançou, ainda, “Singular e Plural na poesia de Augusto dos Anjos” (ensaio, editora A União) e co-organizou os livros “Correio das Artes, 50 anos”, volumes de poesia e contos (Editoras A União e Universitária, 1999) e “Diálogos” (Editora Aboio, 2004). É também jornalista, tendo atuado pelos principais jornais de João Pessoa, como O Momento, Correio da Paraíba, Norte e A União, além de ter trabalhado, ainda, na TV Tambaú e na Rádio Tabajara FM. Atualmente edita o caderno de Cultura e o suplemento literário Correio das Artes, ambos do jornal A União. É estudante do Curso de Letras da Universidade do Vale do Acarai (UVA). Tem um blogue na internet desde janeiro de 2004, no seguinte endereço: http://linaldoguedes.blog.uol.com.br
Floriano Martins nasceu em Fortaleza, CE. Poeta, editor, ensaísta e tradutor. Tem se dedicado, em particular, ao estudo da literatura hispano-americana, sobretudo no que diz respeito à poesia. Foi editor do jornal Resto do Mundo (1988/89) e da revista Xilo (1999). Em janeiro de 2001, a convite de Soares Feitosa, criou o projeto Banda Hispânica, banco de dados permanente sobre poesia de língua espanhola, de circulação virtual, integrado ao Jornal de Poesia. Dentre seus livros de poesia mais recentes, encontram-se Tres estudios para un amor loco (trad. Marta Spagnuolo. Alforja Arte y Literatura A.C. México, 2006), Duas mentiras (Projeto Dulcinéia Catadora. São Paulo, 2008), e Teatro Imposible (trad. Marta Spagnuolo. Fundación Editorial El Perro y la Rana. Venezuela, 2008). Juntamente com Lucila Nogueira, organizou e traduziu o volume Mundo mágico: Colômbia (Poesia colombiana no século XX) (Edições Bagaço. Pernambuco, 2007), também sendo autor de Un nuevo continente (Antología del surrealismo en la poesía de nuestra América) (Monte Ávila Editores. Venezuela, 2008).Atualmente é curador da 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará (Governo do Estado do Ceará). Juntamente com Claudio Willer, dirige a revista Agulha (www.revista.agulha.nom.br) - Prêmio Antonio Bento (difusão das artes visuais na mídia) da ABCA/2007.
Leda Tenório da Motta é Professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC SP, pesquisadora do CNPq, crítica literária e tradutora. Tem sete livros publicados, entre eles, Sobre a Crítica Literária Brasileira no Último Meio Século (Imago, 2003), Céu Acima - Para um Tombeau de Haroldo de Campos (Perspectiva 2005) e Proust - A Violência Sutil do Riso (Perspectiva 2007). (www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=3125)