Café Literário Cronópios











O crime “naïf”
por Bráulio Tavares





 
Coluna:CORDEL NA INTERNET
Gustavo Dourado


Cordel para Haroldo de Campos
por Gustavo Dourado




Ilha da Fanta$ia...
por Gustavo Dourado




Cordel para Euclides da Cunha
por Gustavo Dourado




Cordel para José Saramago
por Gustavo Dourado




Cordel da Tropicália
por Gustavo Dourado




Cordel para Fernando Pessoa
por Gustavo Dourado




Cordel para William Shakespeare
por Gustavo Dourado




A Saga de Conselheiro nos Sertões
por Gustavo Dourado




Cordel: do sertão nordestino à contemporaneidade da Internet...
por Gustavo Dourado




Cordel para João Cabral de Melo Neto
por Gustavo Dourado




Cordel para Federico García Lorca
por Gustavo Dourado




Fada cristalina
por Gustavo Dourado




Cordel para Anísio Teixeira
por Gustavo Dourado




Cordel para Pixinguinha
por Gustavo Dourado




Cordel para Walt Whitman
por Gustavo Dourado







 


Micheliny Verunschk


Sebastião Nunes


Carlos Emílio C. Lima


Marcelo Tápia


Bráulio Tavares


José Aloise Bahia


Márcia Denser


Jussara Salazar


Glauco Mattoso


Solange Rebuzzi


MEZANINO


Gustavo Dourado


Paula Valéria Andrade


José Inácio Vieira de Melo


Caetano Waldrigues Galindo


Eliana Pougy


Ray Silveira


Maria José Silveira


Maurício Paroni de Castro


Jair Cortés


Guido Bilharinho


Italo Moriconi


Antonio Maura


João Filho


Eduardo Milán


Abreu Paxe


Gonzalo Aguilar


Amador Ribeiro Neto


Márcio Souza


Leda Tenório da Motta


Laure Limongi


Frederico Füllgraf


Lau Siqueira


Mathilda Kóvak


Marcelo Barbão


Cláudio Soares


Alfredo Suppia


Artur Matuck
    
3/4/2006 22:30:00 
A saga de João Guimarães Rosa...


Por Gustavo Dourado

 

 

 

João Guimarães Rosa:

Romancista universal

Nas veredas do infinito

Encantou o regional

Sua aldeia é o sertão:

Travessia natural...

 

Magma, a primeira obra

Pela ABL premiada

Seleta de poesia:

Post-mortem foi publicada

Natureza primitiva:

Tradição localizada...

 

Magma... 1936:

Depois veio Sarapalha

Li "O Burrinho Pedrês":

Gosto de chapéu de palha

Augusto Matraga em Contos:

A vida é uma navalha...

 

Bem à maneira de Rosa:

Contos vira Sagarana

Belas estórias orais

Que ouvi de uma cigana...

Vaqueiros na longa estrada:

A vida nos desengana...

 

Campeio em Corpo de Baile

Pelas Noites do Sertão

Manuelzão e Miguilim:

Miguilim e Manuelzão...

No Urubuquaquá do Pinhém:

Às Veredas da Solidão...

 

Sonhos no Campo Geral

Uma Estória de Amor

Luta e consagração

Perda, alegria e dor

Pobreza e encantamento:

Transnatureza a flor...

 

A Estória de Lélio e Lina

Em busca da iluminação

Moço e velha: amizade..

Pelas plagas do Sertão

Grivo em eterna viagem:

Cara de Bronze em ação...

 

Pedro Orósio em desafio:

A morte sempre de tocaia

Ouvir "O Recado do Morro":

Não posso fugir da raia...

Cundalini é a serpente:

Em luta com a lacraia...

 

Foi-se Grivo,Pedro e Dito:

Agora é Dão-lalalão...

No meretrício da vida

Reina a prostituição

O ciúme é uma foice:

Que decepa o coração...

 

Duas cunhadas urbanas

Em drama de identidade

Guardadas por fazendeiro

É privação da liberdade...

Buriti brota novela:

De grande vitalidade...

 

Política e mitologia

Dor...Vingança pessoal

Metafísica e poesia:

Deus...diabo, bem e mal

No Grande Sertão: Veredas...

Epopéia universal...

 

O jagunço Riobaldo

Atua como narrador

Encanta-se com Diadorim

Por quem morre de amor

Anota um diálogo mágico

Na voz do interlocutor...

 

O interlocutor não fala:

O narrador registra o ato

Bandos se digladiam

Pelos mistérios no mato

Paralelismo e sonhos:

Nos enigmas do fato...

 

"Sorôco, sua mãe, sua filha"

Nada e a nossa condição

O Espelho...Famigerado

Uma cidade em construção

A Terceira Margem do Rio:

Darandana no Sertão...

 

No meio do rio:o homem

Na canoagem da vida

Primeiras Estórias ouço:

A desilusão é comprida

Nas margens do coração:

Vive a alma destemida...

 

Tutaméia: tuta e meia

São as Terceiras Estórias

Linguagem e narrativa

Desenredo nas histórias

Reinvenção do passado:

Às futuras promissórias...

 

Perdas e reconquistas

Traição, peleja e dor

Variação de enredos

A velha trama do amor

Umas Segundas Estórias:

Vou pedir ao narrador...

 

Tantas histórias eu conto:

Meu tio o Iauretê...

Tem onças na trajetória

Relembro-me do Pererê...

Poemas e pensamentos:

Bom pra mim e pra você...

 

Ave, Palavra...Ave, Maria:

Crônicas e ficções

Rosa fez alquimagias:

Cadernos de anotaçãoes...

Pelas minas do universo:

Mundo das transmutações...

 

No Grã SerTao:Veredas

Presença do Pentagrama

Terceira Margem do Rio

Romance,Poesia e Drama

Riobaldo- Diadorim...

Bis coito mia na trama ...

 

Coragem, amor, oração

Délivrance e destemor

Não é nada e é tudo...

Árdua epo.peia da dor

Atravessia do destino:

Vida e morte mais amor.

 

Indecisão e coragem

Medo e determinação

Anagrama: Alchemia

Processo de Iniciação

De Barbazu a Siruiz

Presente de Seô Habão...

 

São Francisco Urucuia

Trilhas do Grande Sertão

A Canção de Siruiz

Mexe com meu coração

Realidade fantaseia

Sonhos e caosmovisão...

 

Joca Ramiro Zé Bebelo

Hermógenes e Ricardão

Medeiro Vaz jagunceia

Garimpa veias do Sertão

TetragrammAton: Osiris

E o Signo de Salomão...

 

Siruiz bem gateado

Cavalga fenomenal

Galopeia pela vida

Com ares de maioral

Cavalo bom é difícil:

É cavalo magistral...

 

Conquista existencialma

Rio Baldio no Caminho

Redenção...Conhecimento

Luz alquímica do vinho

Renascimento Travessia

Encontro do eu sozinho...

 

Osiris enfrentou a Morte

No Hades esteve Orfeu

Riobaldo em seu cavalo

No cosmos de Prometeu

Odisséias pelos mundos

De Pã...Ulisses...Teseu...

 

Medeiros Vaz quer Justiça

Joca Ramiro: Amizade

Zé Bebelo na Política

Do Sertão para a cidade

A vida é um rio baldo

Que impõe dificuldade...

 

Diadorim é fascínio

Mistério dual idade

Dia-dor-(z)-im(ha) é luz

Símbolo de afetividade

Dia dóron Travessoa

Veredas da Eternidade...

 

Rosa travessia o tempo

Nos buritis da mensagem

Nos papiros da saudade

Fez um Magma na linguagem.

Transmutador das veredas:

Além da Terceira Margem...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Gustavo Dourado. Bahiano de Recife dos Cardosos-Ibititá (Irecê)-Chapada Diamantina, Gustavo Dourado(Amargedom).No DF há 30 anos atua/atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis(UnB), socioculturais. www.gustavodourado.com.br

www.gustavodourado.com.br/cordel.htm

www.gustavodourado.ebooknet.com.br

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