Café Literário Cronópios

Cesário Verde e os caminhos da solidão
por Gilfrancisco Santos





 
Coluna:
CONSTELAÇÃO DE SALIVA
Carlos Emílio C. Lima


A foca
por Carlos Emílio C. Lima




Interregno
por Carlos Emílio C. Lima




Inquisição
por Carlos Emílio C. Lima




Solário
por Carlos Emílio C. Lima




Viagem
por Carlos Emílio C. Lima




Ciclo
por Carlos Emílio C. Lima




Os cadernos das devorações felinas
por Carlos Emílio C. Lima




Silencioso como o paraíso, o livro-mente de Vicente Cecim
por Carlos Emílio C. Lima




No Antigo Egito
por Carlos Emílio C. Lima




Cabeças decapitadas
por Carlos Emílio C. Lima




Róia!
por Carlos Emílio C. Lima




Orbitação
por Carlos Emílio C. Lima




Jagarananda
por Carlos Emílio C. Lima




O que aconteceu antes
por Carlos Emílio C. Lima




Sempre ao redor de Wuêé
por Carlos Emílio C. Lima







 


Carlos Emílio C. Lima


Marcelo Tápia


Bráulio Tavares


José Aloise Bahia


Jussara Salazar


Glauco Mattoso


Solange Rebuzzi


MEZANINO


Gustavo Dourado


Paula Valéria Andrade


Caetano Waldrigues Galindo


Eliana Pougy


Ray Silveira


Maria José Silveira


Maurício Paroni de Castro


Jair Cortés


Guido Bilharinho


Italo Moriconi


Antonio Maura


Abreu Paxe


Gonzalo Aguilar


Amador Ribeiro Neto


Leda Tenório da Motta


Frederico Füllgraf


Mathilda Kóvak


Marcelo Barbão


Alfredo Suppia


Artur Matuck
15/07/2008 12:59:00 
Jagarananda


Por Carlos Emílio C. Lima

 

Tradução de uma lenda javanesa 

Primeiro canto do livro natural chamado Jagarananda

(excerto)

 

Os sonhos instantâneos vêm inscritos naquelas folhas colecionadas.

O livro parece um chapéu voador de palhas e luzes 

Quando vem jogado de lá para lá, findas as chuvas.

O livro precioso é passsado entre os galhos das árvores com um ruido de cocos,

O livro dos macacos vem trazido por eles mesmos assim da montanha...

Sento-me na cadeira, coberto pelo imenso chapéu-de-sol

E espero – lá vem ele! - o macaquinho branco -

Trazendo-me o rolo de fibras vegetais com sua aura azulada:

misturado com pólens do pomar selvagem, pétalas, pistilos de flores de  mangueira,

Gravetos, grãos, lascas, pedrinhas agudas do céu,

Coquilos vivos de fala fina inaudível para os que não sabem ler esses traços, riscos, estrias, todo esse sortimento de inscrições embaralhadas da floresta

Que, com prazer de ser terrestre, vou começar, pacientemente, a traduzir

De volta à linguagem humana...

Foi mesmo ao rumor de tudo,

Que estalava, soprava, murmurava, batia, estampia, farfalhava

No enorme arvoredo, que ele foi sendo escrito

Desde quando ele foi transportado a partir do alto da montanha

Até aqui, a esta aldeia próxima ao mar, cercada de coqueiros, bambus e roseirais.

Caso eu quisesse, tiraria, amassando-0, um suco divino para beber de sua polpa,

Desse rolo úmido de viventes papelitos vários, pergaminhos escritos da flora

Cheirando férteis, suas – entrelaçadas por cordéis - ainda não desvendadas histórias.   

Mas, embriagado dele, eu somente escreveria uma outra história.

E o que quero transcrever é a história de seu transporte através das árvores

Que sobem do mar até à montanha de onde ele veio:

O livro dos sucos, o livro das árvores!

O livro da tradução dos deogramas naturais!

O livro do percurso do livro até aqui pelo alto das árvores!

Até passarinhos ajudaram para que ele não caísse,

Nunca deixasse de chegar aqui, até minhas mãos diferentes.

Toda a fauna da montanha ajudou aos macacos acrobatas no seu transporte

Também quero estar dentro dele, para me contar a minha própria viagem-história dele

Como quem dissesse, maravilhosamente embalado: ziguezague-ente sou ele:

Jagarananda! Sou a própria história veloz da caligrafia do meu rumo!

Quando o livro chega, num estrépito, trazido à praia, à minha cabana de escritor

Os afogados saem do fundo do mar, com seus ardentes olhos azuis

E me pedem para lê-lo.

Jagarananda é o livro escrito de tudo aquilo que caiu generosamente

Em seu ventre de pálpebras. Porque ele vê!

Vou, portanto, escrevendo a transcrição num estojo de folhas

E cascas de tronco de palmeira que eu mesmo estou a preparar 

- Os pequenos macacos em círculo me olham atentamente

A arrumar sobre a mesa ressoada da forma da ilha,

Com a paciência da habilidade da seiva,

Esse rústico caderno, de verdíssimas palmas frescas, ruflando à brisa  em sua delicada e aerodinâmica compleição –

Vou escrevendo sobre esse novo suporte

com uma ponta de palha álacre de coqueiro navegador,

Um estilete de coqueiro alto, a única coisa que tive coragem

De arrancar de seu grande corpo ondulante.

Mas, as muitas tintas com que transduzo e transcrevo o livro Jagarananda,

Não digo de que são feitas não!

 

 

 

Conto-matriz de “Jagarananda: o romance inédito de Jorge Amado na voz de Maria do Monte”

 

O nome vagueava no pequeno estrondo inócuo nas nuvens mais próximas à cabeça cujos cabelos já não cantavam com a exuberância dos trópicos agora recessivos, lacrimejando suas intermitências nos olhos castanhos, inteiriços de reflexos de estrelas, de uma clareza de astronave zaolha. A nave profunda dos joelhos pensava azul profundo. Influência da velha astronave içada há muito tempo, na areia da praia borracha derretida amontoada. Voz de esquinas agrárias, voz macia de chão de areia, limpa, batida, com sílabas amarelas, de flores fonéticas subindo, quase suspensas dos canteiros de clareza tardia. Remixava as velhas nuvens com os estampidos que se reconstruíam na região incensórea das expedições metalúrgicas das quais participara aleatoriamente distante.

O livro fôra manuscrito em 1932, com certeza, em mesas toscas de beira mar em aldeias de pescadores, em finas mesas redondas de madeira intensa, rescendendo a  verde frescor novo, perfumes de transmutação, em hotéis perdidos de pequenas cidades fora dos rumos pretendidos, o livro ainda estava aceso e concluído. Mas fôra esquecido e ignorado pelos biógrafos mais cadenciosos do autor. O livro arquitetava uma mulher que recordava seus tempos,  toda ela ainda mesma sou eu. O livro deve estar de posse de meu pai, que quase não sai de sua cadeira de balanço de vime. São composições de sílabas soltas, altas, torneadas pelo sol, colunas de aço furibundo, aço de precisão de milênios. Se o tempo de toda a eternidade mordesse com força toda a permanência do espaço, ele soaria a palavra do título do qual daqui a pouco irei lembrar. Era sobre os contornos da baía e ilustrava cada sentimento com uma de suas ilhas, seus recortes, cada cantável litoral. Acontecia algo fabuloso em Zanzibar, por exemplo: uma aproximação desconexa em forma de banda musical imitando a construção de brinquedos imensos e maravilhosos por intermédio das ondas do mar. Eram quase cinco côncavas consoantes mas o importante mesmo eram as vogais marítimas do nome, prateadas, efervescentes, com seu poder de visão, espumando um azougue de silêncios crespos. Esta palavra do título era um bebedouro, um manancial onde banhar uma imortal criança de ouro. Mas agora, enquanto eu vou lembrando o título eu também preciso recordar as velhas expedições subterrâneas aos planetas que estão no céu, e quando as fizemos pelo mar, através do horizonte. O jogo atrativo dos espelhos escondidos nas casas coloniais incrustadas nas ladeiras que somam permanências e, que, na verdade, arremedam, torneantes, o mar com instintos de mandíbulas invisíveis, mandíbulas com muita sede dos céus. Meu pai sabe onde se encontra o manuscrito que desde então com ele ficou, quando ele consertava antenas lá embaixo, perto do antigo pântano, hoje amontoado de supermercados estacionados, de vidro ao crepúsculo, aceleradamente lustrosos, velozmente parados. Eu sempre fôra pacificadora. Nas expedições oscilantes, rarefeitas, às florestas subterrâneas de Marte nos anos 30, a gente sempre descobriu os veios de ouro requerido, ouro quase incorpóreo, ouro para a mente. Mas Amplidião enganou os engenheiros mais cobiçosos dizendo-lhes que os sedimentos de ouro no fundo das raízes enriquecidas de lama estelar, nos aluviões mais densos tocados pelas raízes remotas, sedentas, petrificadas de Marte, compunham em conjunto, eram a maior quantidade de ouro existente no mundo e, por uma fração de tempo inesgotável titubeou com a palavra, logo substituindo-a pela expressão “no universo”. Acredito que o livro ia além das sombras soltas, das sombras sem corpos, dos arcos submarinos de muito ouro vaporizado, além das velhas colônias rupestres eletrônicas. Acho então que minha biografia demandava a mais vasta geografia entre o início e o elástico fim de cada uma das frases que ele escrevia com a velocidade de meneio do pulso do braço transformando a destra mão na cabeça de um pombo branco de bico de ouro satisfeito por onde minava o fio interminável ondulante da memória cuja cor é do sul.

A palavra era antiga, carregada de outras infinitas palavras ocultas dentro, entregue em containers vermelhos, amarelos, azuis no dorso de cargueiros eternos retornando das estrelas, de Marte mesmo através do volumoso, ilimitado e cadenciado mar. É preciso dizer “mar universal”, mar sem final,” ferramenta líqüida de passagem em planura pelos universos numa refreqüenciação de timbres coadunáveis entre diferentes momentos universais sem parêntesis de gelo e curvaturas glaciais? Era, portanto, preciso mesmo inventar uma palavra vapórea que fosse o título atmosférico, palavra climática, eólicos sons  erguidos no intermédio instantâneo incoerente de todos os acontecimentos ali narrados com esmero caligráfico. Era a época das ressonâncias submarinas do petróleo no recôncavo, das secretas expedições silenciosas pelo mar, que duravam meses, pelo mar-oceano em busca do elixir metafísico. As verdadeiras astronaves eu ainda sinto nessa trituração visionária e líqüida, nessa visão parabólica, de vidraça branca e enorme, que tenho nos joelhos. Meu centro expansor vê o mundo através deles, mar expandido até o incontrolável.

O escritor ficou muito conhecido em todo o mundo pois escreveu quase quarenta livros. Simplesmente este livro,ainda inédito, que me retratava, mulher cognata do recôncavo, com cabeça sorridente de ilhota, verbo verdíssimo, nos olhos altos, este livro quase se perdeu, não fosse meu pai ter vivido muito, adestrado na paciência de sua cadeira de vime, no fundo da varanda posta ao mar recurvo, diante do liqüido azul de milênios, ressoado de luz. Todas as viagens ainda são secretas, indisponíveis. Nada se conversa. Diante de nós, onde o sol nasce e se põe, permanecem, ignotas, as eclusas máximas para esta dimensão das estrelas. Diante de nós, depois de Itaparica (é quase este o nome do livro escrito baseado em minha vida meândrica, em sua curvatura, de viagens imensas abscônditas nos saveiros transmetálicos dos amanheceres mais secretos, nos quais a gente navegava meses e meses até Marte,Vênus, os mais próximos planetas que flutuam no mar) está a benfazeja África, nossa mãe terrestrial. O que não se comenta, não se diz, não se faz e nem mais se refaz. Não sei se as viagens, com os novos tempos, foram suprimidas, encacheadas como se em todo o mundo não se plantassem mais árvores acrobáticas e nem mais se colhessem cabaças. Como se fosse assim, eu hoje me afasto dos trovões, já que sou uma velha fabricante de espelhos recurvos. Ah! Se eu fosse contar aquilo de que fui feita para se esquecer. Ele então me dizia, o escritor, que o segredo de escrever o livro todo à mão, com a letra de mão, era o de observar os vinhedos encaracolados (nisso ele era muito bíblico, mesmo materialista em todas as sensações em que fora se esculpindo e se desenvolvendo), que era não haver o menor espaço, isso dentro das palavras escritas, entre uma letra e outra. Não podia, de jeito nenhum! – como digo  isso num jeito dourado de sílabas acordadas de repente! - haver abismos escondidos, “mimetizados” no texto. Ele nunca mais – pelo menos para mim – quis falar mais dessas coisas de caligrafia, dessa “antiga arte argonáutica”, assim ele falava, rabiscando com ternura a expressão. Ele gostava de dissolver o que falava com as próprias palavras que empunhava. Saído da adolescência, já usava daqueles bigodes de linhas retas, “modernistas”, ele dizia às gargalhadas, para escrever o seu segundo romance e para tanto me escolhera. O nome, de uma sonoridade de praias distantes de Marte, salpica minha boca com intermitências salinas, com clarões, diapasões. Delineia-se nas marés do infinito. E não há nenhuma retórica nisso que estou te contando, mergulhada que estou em um silencioso maremoto. Já me transformando em minha própria catedral de letras manuscritas azuladas. Azuladas!

Urnei-me, enchi-me de vento e cadências, meus olhos ventilando. Ah, parece que o nome do livro chovia em lugares muito longínquos. Às vezes parece que ele vem sempre chegando. Lembro-me que chovia muito nas viagens até Marte, Vênus, o seu nome zunia sulcando o mar numa estria. É contar então uma história sobre expedições via mar para extrair mais petróleo celeste, ouro-vapor, quimeras, gás, o próprio éter acondicionado em  frascos muito líqüidos, de luminosos vidros  líqüidos muito quentes e muito acesos, trazer essas éter misteriosamente dos planetas mais próximos das estrelas indicativas que avistamos aqui da janela desse sobrado, piscando há séculos sobre o mar da Bahia. AH! Transportá-los pelo mar da Bahia! Quem saberia que foi por aqui, que foi de dentro desses casarões coloniais, aqui mesmo na Baixa, que se organizaram, no maior segredo - ainda hoje ninguém sabe de nada sobre isso aqui, mas está tudo lá, no livro orvalhado e ainda inédito de Jorge Amado - as primeiras expedições à Marte, à Vênus, aos planetas ! Em busca do ouro, em busca do ouro que vale, do éter que se condensa nos extratos furiosos, subterrâneos, das crostas marcianas, venusianas, trazido de volta para Salvador dos anos 30 nessas astronaves, nesses astronavios, secreta e silenciosamente. Alguém via rir muito, vai se danar de rir ao saber do que eu conto a você aqui, vai rir da surpresa, da incoerência exata. Então foi nos anos 30, aqui, a partir do Brasil, desta cidade da Bahia, que já se havia ido às estrelas? Aos planetas, precisamente, em linha reta, saindo dessa mesma praia urbanizada, indo diretamente pelo mar-oceano - sem subir de foguete ao espaço - para Marte, Vênus? Indo e voltando? Misteriosamente? Misteriosamente? Pois eu participei das quatro principais expedições. Foi no retorno, alguns meses depois de minha chegada de Marte, num astronavio, quando de tudo eu já me esquecera, que o jovem escritor veio me conhecer e começou a me fazer perguntas untadas sobre esta difícil e ocultíssima viagem, a indagar sobre a minha vida com toda sua caligrafia espiralada. E eu fui respondendo amplivagadamente à todos os seus sussurros, à todas às suas vozes, às suas carícias escritas sobre o papel,  à lápis, num pequeno bloco de notas de papel-jornal. Sempre nas manhãs! Sempre nas manhãs! Nós nos reuníamos no bar “Os Violeiros do Mar”, à beira do cais, diante dos saveiros brancos e azuis, ao ruflar de suas velas e de suas bandeirolas. Sempre de manhã! Sempre de manhã! Ele me chamava de minha velha astro-nauta, carinhoso como um lento balão percorrendo os céus. Carinhoso como um gordo e lento balão habitado.  Ele era muito ponderado, com sua atenção de olhos vivos de estrela, encantado com a cultura popular e o seu grande segredo.

Acho que agora o nome do livro vem, mas se eu o pronunciar agora pra nós dois eu vou errar. É um nome misturado com potências do céu, da Terra e do mar, um nome modelado com o fogo, com as mais vertiginosas intencionalidades de fogo pensante, do fogo altíssimo, como se do mais vasto. Não exagero desse modo, é que não quero perder-me dessas cadências, dessas sinuosidades de flautas percorrentes que circulavam por essas ruas tortuosas, ainda quase agrárias, ainda com a poeira elevada desde os anos 30 pelos automóveis seguindo até a praia (e que ainda hoje não baixou de sobre os telhados) quando ele começou a escrever os seus mais belos romances. Quando você quiser a gente vai lá em casa e nós vamos procurar os originais que meu pai guardou num dos seus armários. Tem muita dessa mesma poeira, mas você põe uma máscara e se a gente passar o dia inteiro procurando com certeza a gente vai achar o livro náutico, o livro que conta as viagens cósmicas em busca das minas de éter nos náuticos planetas. Era um nome como se fosse tupi-estelar, molhado com a ressonância do mar. Uma coisa assim completa, enorme, infinita pra dentro em seus ilimites. E tinha uns espelhamentos africanos, uma cosmorábia toda ali dentro. Era um nome vastíssimo, menor do que qualquer coisa no mundo também. Vou já me lembrar dele. Talvez com um novo tamanho para o céu estrelado.

Meu pai falou que Jorge não quis publicar à época esse romance porque a linguagem dele era muito derramada, as frases muito longas, quase sem vírgulas dentro. Sem estalos. Brusquidões. Não sei. O que sei, do que me alembro é que é um livro que foi esquecido até hoje e que precisa vertiginosamente ser relembrado. É um livro que hoje não me sai do pensamento. Todo ele conta a minha vida sem nunca dizer que fiz duas ou mais viagens à Marte, à Vênus, aos outros planetas mais próximos da Terra, num saveiro, num astronavio secreto, construídos por engenheiros náuticos poetas da Bahia de São Salvador, um livro ultra-marinho e estelar que conta a minha vida-expedição sem jamais aparentemente contar minhas viagens marítimas pelo universo dos velhos planetas, à Marte, nas expedições desde aqui desta cidade ao espaço cósmico em busca do ouro mais subterrâneo ,ao ouro volátil da imortalidade que alimenta a mente e suas seqüências. Jorge tinha a mania expressiva de escrever toda uma história que contava uma outra história e que parecia que não surgia à nossa frente.

O nome de um dos astronavios é o próprio nome do livro-navio, escrito veloz em letras prateadas, em sua proa qual hino pintado. O nome que naquelas viagens pelo mar infinito a gente cantava nos éter-navios, o nome que eu agora mesmo vou lembrar...

 

 

Fortaleza, 6 de novembro de 2006 à 8 de julho de 2008

 

 

 

Carlos Emilio C. Lima é escritor, poeta, editor, ensaísta, antidesigner. Publicou os romances
A cachoeira das eras; Além, Jericoacoara e pedaços da história mais longe e o livro de contos Ofos.
Este conto faz parte de seu livro editado recentemente, O romance que explodiu.
E-mail:
carlosemiliobarretocorrealima@yahoo.com.br 

  Licença Creative Commons

Publicações de um autor no Cronópios
Outras publicações de Carlos Emílio C. Lima no Cronópios.