Café Literário Cronópios




Um a zero
por Eduardo Sigrist




 

Personal Space Protection: estratégia de convívio e proteção
por Fábio Oliveira Nunes




Desdobramentos
da biblioteca digitalizada

por Pedro Doria




A Síndrome Celulósica
por Ray Silveira




Celuzlose: navegue e folheie à vontade
por Victor Del Franco




Stand-up Literatura: clipping
por da Redação




Qualidade versus quantidade na poética do ciberespaço
por Márcio Almeida




Net: desagrados e lamentos
por Branca Ferrari




Nanopoema: a escritura de um microcosmo
por Fábio Oliveira Nunes




Cultuando os amadores e os amantes
por Edson Cruz




Furacão Fred Forest
por Fábio Oliveira Nunes




De quem é essa música?
por Coletivo BaixaCultura




Portugal – TriploV
por Maria Estela Guedes




Manuel Bandeira: presença constante no YouTube
por Marcelo José da Silva




Um livro aberto
por Rodrigo Velloso




Livros abandonados, percursos encontrados
por Fábio Oliveira Nunes




O paradoxo de Kalakow (ou boas razões para o suicídio artístico na era digital)
por Olavo Amaral




Afinal, qual é o lugar da autoria na rede?
por Fábio Oliveira Nunes




Nada de muito novo sob o sol
por Leda Tenório da Motta




Mapeando a literatura na internet
por da Redação




Poéticas da onisciência: Poesia Encontrada
por Fábio Oliveira Nunes







 
8/8/2008 14:13:00
Mapeando a literatura na internet




da Redação








Vivenciamos um momento onde novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. Essa constatação, feita pelo filósofo e pesquisador Pierre Lévy, se tornou uma urgente realidade com o advento da Web e a facilitação ao acesso à Internet.

Nada mais pode prescindir da Web. As Artes e a Cultura em geral, e especificamente a Literatura, já não podem virar as costas para a Web e suas ferramentas de criação e interação.

A Web (e especificamente a Internet) chega como um suporte potencial de trocas e já desbanca grandes corporações de informação e editoras; descentraliza o acesso do público a obras e questionamentos literários (e outros) — que antes só poderiam ser acessados via grandes editoras, com esquemas empresariais de distribuição nacional, e órgãos da imprensa com seu jornalismo cultural respondendo a grandes interesses.

Agora qualquer um pode ter um blog, escrever o que quiser, montar seu site, espiar o que amigos e inimigos estão escrevendo, contatar escritores, trocar textos, arquivos, idéias, criar seu e-book.

Há informações que circulando apenas pela Internet já pressionam políticas e governos. Geram novas posturas culturais. Um novo mundo, quem sabe admirável, está sendo criado por esta geração que já domina a linguagem e ferramentas da Web como se fossem um novo abecedário.

Observamos que com a Internet, novos grupos e movimentos são gerados da noite para o dia, com visibilidade exponencial. Além do mais são várias possibilidades ainda inexploradas, ou mal exploradas até então. Se tudo isso não bastasse, com a Internet as fronteiras foram efetivamente abolidas. O muro desabou e ainda não sabemos o que fazer com isso. Mesmo a língua já não é mais uma limitação e sim um rico potencial de troca e assimilações culturais.

Todo grande momento histórico como esse precisa ser pensado e analisado enquanto os rumos ainda estão incertos e os ganhos (e perdas) não foram contabilizados.

Sabemos que a Literatura permeia de algum modo todos os aspectos da Cultura. A Literatura é o espelho — quando não a própria matriz — dos fundamentos essenciais de nossa civilização. Por isso o casamento dela com as possibilidades libertárias e as múltiplas ferramentas que a Web disponibiliza geram a faísca que poderá iluminar toda uma época.

Para discutir este momento histórico propomos este ano o Cartografia Web Literária: uma reflexão sobre os rumos da Literatura com o advento da Web. Os rumos dos conteúdos culturais e informacionais em época de faça-você-mesmo.

As várias mesas de discussão e apresentações que acontecerão durante a semana do Cartografia, contarão com uma parcela bem representativa dos protagonistas e mentores deste processo no Brasil. Profissionais, pesquisadores, editores, escritores, blogueiros, artistas multimídia, webdesigners, acadêmicos, pesquisadores na área de web arte, performers, poetas multimeios, músicos, professores, internautas e o público em geral estarão trocando experiências, questionando e repensando o próprio fazer (a poiésis) deste momento tão instigante.

 

Os Curadores

 

 

 

***

 

 

Redes Literárias

Por Danilo Santos de Miranda - Diretor Regional do SESC São Paulo    

 

 

No quadro da contemporaneidade as possibilidades apresentam-se desafiadoras para a capacidade humana ao tentar se apropriar do conhecimento, que a conectividade agora aproxima.

 

A cultura se alimenta assim, da tensão gerada por este dinamismo propagado pelas redes virtuais, que alteram a maneira de ler e ver, de modo que os textos e as imagens existem à medida que o leitor ou o espectador intervém ou os reinterpreta, como menciona Néstor Canclini.  

 

É sobre esta seara que o SESC São Paulo acredita que a arte se constitui, ao disseminar sensibilidade e conhecimento. Por meio de um abrangente trabalho de integração de idéias e de reflexões, lida com temas, por vezes não estabelecidos, como o alcance da possível sociabilidade tecnológica, que envolve, sobretudo, a democratização do acesso à informação. Para tanto, desenvolve, no SESC Consolação, o projeto Cartografia Web Literária, uma vertente do projeto Cartografia Literária.

 

No universo expandido, o projeto Cartografia Web Literária, que se integra à programação da Bienal do Livro de São Paulo, propõe uma série de encontros, debates, leituras e apresentações sobre o tema, a partir do mapeamento realizado sobre a produção de oito Estados brasileiros: Rio de Janeiro, Pará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Bahia. 

 

Assim, serão feitos percursos de narrativas que se associam a um aspecto global, mas com características muito próprias, geradas pelo prazer - que resiste - em  conjugar criação e leitura.  

 

      


 


                                                             ***

 

Nada de muito novo sob o sol

Por Leda Tenório da Motta

 

 

         Acreditando que a terceira revolução industrial — a microeletrônica — veio modificar, por completo, não apenas o universo das comunicações, mas o campo das artes, aí incluída a arte da palavra, muitos excelentes espíritos têm sublinhado a ruptura epistemológica determinada pelas escrituras que se processam hoje no meio digital e no ambiente da rede. Enfatiza-se, de um lado, e na linha de partida, o caráter não-seqüencial, nômade, interativo, imersivo dos sistemas gerados no computador e, principalmente, na web; de outro lado, e na linha de chegada, tudo o que emerge disso como nova subjetividade, novas relações de intersubjetividade, de sociabilidade, de legibilidade.

         Foi o que sempre pensou um pioneiro dos estudos sobre a cibercultura, Pierre Lévy, para quem os hipertextos esses blocos de informações conectados por meio de elos ou links, capazes de permitirem aos navegadores que se movam livremente aí dentro — nos colocam diante de uma nova máquina de ler, que faz de cada freqüentador um editor em potencial e redireciona os paradigmas que balizavam as antigas formas de produção de discursos[1]. Note-se como tudo nestas palavras de Lévy alude a uma reviravolta radical. Trata-se de um novo texto que é uma máquina de leitura em aberto, feita para um leitor que é um editor, vale dizer, um novo leitor, agora às voltas com paradigmas discursivos redirecionados, quer dizer, com novos paradigmas.

          É verdade que a gramática desse tipo de navegação, que, dada a onipresença dos computadores, está hoje em nossa experiência cotidiana — nossas leituras do jornal, nossa troca de mensagens as mais corriqueiras, nossas compras, até mesmo nossas pesquisas, que agora se fazem na wikepedia — já não corresponde àquilo que conhecíamos anteriormente em matéria de textos. E se as coisas já são assim no plano da comunicação mais corriqueira, que dizer dos hipertextos quando nas mãos dos artistas? Como não ceder à tentação de pensar que a cibercultura faz caducar as antigas práticas letradas, aí incluídos todos os avanços das modernidades oitocentistas e novecentistas, eclipsadas por esses frames poéticos que agora se transmitem livre e aleatoriamente entre máquinas? E se os futurismos de todas as colorações já depositavam a esperança que sabemos nas máquinas, acreditando que elas estavam fundando não apenas uma nova arte mas um novo mundo, como não entender a vibração de todos esses que já não vêem mais nem as artes contemporâneas nem o nosso futuro separados do avanço tecnológico?

         Num belo livro sobre o assunto, tão sério quanto ponderado, Antonio Risério sublinha que as artes sempre dependeram dos meios disponíveis em seus tempos, e que não há inscrição sem tecnologia. Da argila ao papiro, do papel à prensa de Gutenberg, da máquina datilográfica ao processador de texto, cada técnica, em seu tempo, afetou sensivelmente a inscrição, ele escreve. E traz as próprias vanguardas poéticas a campo para confirmá-lo. Lembra, por exemplo, que Maiakovski, aludindo com ironia aos instrumentos necessários ao poeta, costumava dizer que, para exercer seu ofício, quem escreve precisa de três coisas: bicicleta, papel e lápis[2].

         São palavras de sabedoria que ecoam velhas lições, não apenas de Walter Benjamin, que tanto se interessou pela correlação entre a arte e a técnica, sem reduzir uma coisa à outra, mas de um Wilém Flusser, cujas reflexões sobre as marcas impostas pelas diferentes tecnologias sobre os diferentes sistemas de representação são hoje cada vez mais respeitadas. Participando dessa tradição crítica, o grande mérito do trabalho de Risério está no cuidado constante que ele tem de somar à força das midia a força dos criadores, que é a parte geralmente esquecida na maioria dos atuais debates sobre poesia digital. Mas que não deveria ser esquecida, se continuar sendo verdade que, em artes, o diferencial é o artista.

         Assim, ele se dá pressa em notar que, antropologicamente, não há diferença fundamental entre o poeta que aciona a tecnologia do grafite, o poeta que se serve dos tipos móveis que remontam à galáxia gutenberguiana e o poeta que manipula computadores. Mais adiante, Augusto de Campos. lhe oferecerá uma boa prova disso. Evocando poemas seus feitos em parceria com Julio Plaza, originalmente pertencentes ao álbum Caixa Preta (1975), título capturado no terreno da cibernética, Risério vai nos mostrar como, estando ainda longe da computação gráfica, que o absorveria futuramente, Augusto já realizava, nesses idos, uma tal operação de desliteralização do texto poético que essas criações já pulsam, já entram em movimento, ainda que possam estar presas à dimensão da escrita[3].

         Sem querer incorrer na tecnofobia dos intelectuais que torcem o nariz para tudo o que extrapola a cultura do livro, mas admitindo, ao contrário, que tudo o que temos presenciado, em termos de revoluções literárias, desde que nos pusemos a falar em “hipermídias” e “hiperxtextos” — palavras superlativas que parecem magnificar e assim fetichizar as máquinas — comporta, de fato, um inegável deslocamento das práticas conhecidas de escritura e leitura, o que é preciso dizer é que é essa dimensão antropológica que interessa. Na verdade, há dimensões não apenas antropológicas mas filosóficas implicadas nas mutações tecnológicas ora em curso. E tudo isso junto convoca ainda a história.

         Os gregos da era clássica distinguiam a “technê” da “episteme”, isto é, grosso modo, as artesanias, as engenharias, de que não separavam as artes, do conhecimento. Se quisermos seguir a pista dos gregos, há um certo plano para além do tecnológico, um certo campo transcendental, a considerar, quando se fala de literatura e, principalmente, de poesia, ainda que os gregos não a apreciassem, porque não a viam como modo de conhecimento, aliás supremo, como fazemos nós. Assim, se a infopesia de um Augusto de Campos é excelente, é que, antes de ser poesia feita no computador, essa é uma arte da palavra feita por Augusto de Campos!

         Diante das perpetrações poéticas, das prosas hipertextuais, do colecionamento de informações, do florescimento de edições on line, de tudo, enfim, que as novas mídias estão possibilitando, outros dizem, por sua vez, que vivemos, hoje em dia, uma nova Renascença.

         Não é o que pensam — no entanto — alguns estraga-festa cujas vozes vêm se somar à de Ted Nelson, o hippye que, há meio século, formulou a palavra “hipermídia” e uma primeira idéia de rede, e clama hoje contra a teia mundial disponível, dizendo que nada tem a ver com a sua antiga proposta, sendo falsamente fraterna e tão mais fechada em antigos horizontes, sob sua aparência de liberdade, quanto o dispositivo www segue simulando a quadratura da folha de papel.[4] Mais ou menos nessa mesma direção, mencionem-se os discípulos de McLuhan, que estão hoje em plena ação num Centro Marshal Mc Luhan da Universidade de Toronto, e prontos a observar que tudo isso que nos acontece é, antes, “uma anti-renascença, pois  tem-se [agora na web]  a aparência da sabedoria mas não a sua substância”[5]. E ainda Alberto Manguel, o prestigioso historiador do livro e da leitura, para quem “não sairão Shakespeares nem Cervantes dessa Renascença”, pois, se ela faz avançar a pesquisa científica e as artes gráficas, seguramente não foi feita para a literatura![6]

         Inegavelmente, a web está permitindo às revistas literárias, que aí florescem com a maior qualidade, envolvendo artistas e scholars que pensam fora da sombra das autoridades acadêmicas instituídas, e jornalistas que não são aqueles “nadólogos” de que falava Balzac na sua corrosiva Monografia da imprensa parisiense, exponenciar as possibilidades desde sempre abertas para a crítica pelo lugar da revista. Há uma renascença da crítica aí, sim.

         Menos certo é que ela seja hoje o lugar por excelência da literatura, a condição de possibilidade para as experimentações de uma era pós (para mencionar outra prefixação superlativa). Até porque, se voltarmos à “episteme”, o Livre de Mallarmé já era hipertextual avant la lettre, assim como o coup de dés já era deslinear ou anti-retangular ao máximo. Para não se falar nas perpetrações do Ouvroir de Littérature Potentielle (OuLipo), que, nos anos de 1060, os mesmos do primeiro Ted Nelson, já encerravam estripulias maquinais as mais futuríveis, a exemplo dos Mille milliards de poèmes (Zilhões de poemas, poder-se-ia traduzir) de Raymond Queneau, peça poética entre nós bastante desconhecida, que dispõe em lingüetas soltas e combináveis ao infinito os 14 versos de 10 sonetos dados, e  traz em epígrafe esta frase, que fala por si só da força dos antecipadores e da importância de se trabalhar na linha da história: "Só uma máquina pode apreciar um soneto escrito por outra máquina”.

         Desse poema enlouquecido dizia Queneau, na provocadora descrição que escreveu para a sua primeira edição: “a cada primeiro verso (e há dez deles) pode-se fazer corresponder dez segundos diferentes versos; há portanto cem combinações diferentes dos dois primeiros versos; se acrescentarmos a isso o terceiro, teremos o resultado enunciado acima [dez elevado à décima quarta potência]. Se contarmos quarenta e cinco segundos para ler um soneto e quinze segundos para mudar as tiras, numa base de oito horas por dia, duzentos dias por ano, teremos mais de um milhão de séculos de leitura, lendo o dia todo, ao longo de trezentos e sessenta e cinco dias por ano..”

         Amparada nessa e em outras traquinagens dos poetas, a idéia é pôr na mesa a própria literatura e a desconfiança salutar de que, no fundo, não há nada de tão novo assim sob o sol.

 




___________________________

[1]
- Pierre Lévy, O que é o virtual? São Paulo: Editora 34, p. 14.

[2] - Antonio Risério, Ensaio sobre o texto poético em contexto digital, p, 52.

[3] - Idem, p. 164-169.

[4] - Foi esse o leitmotiv de sua entrevista ao programa Roda Viva da TV Cultura, em Junho de 2007, cuja gravação em DVD pertence hoje a um acervo disponibilizado pela e chancelado pela FAPESP. Cf. w.w.w. culturamarcas.com.br.

[5] - Nelson Thall, Diretor do Marshal McLuhan Center for Global Communication, entrevista a Sergio Kulpas, revista eletrônica O Estilete, www.oestilete.com.br.

 

[6] - Opinião provocativa emitida em passagem pela PUC/SP em Junho de 2004 e colhida por mim.

 

 

 

 

 

índice

 

 

* as zonas de exclusão do mercado literário e o papel da internet

  12 terça 19h

 

Na primeira noite do evento, escritores e intelectuais de várias regiões do país debaterão sobre o mercado editorial brasileiro e as dificuldades para a inserção de autores que não publicam ou não transitam pelo eixo sul (onde há a concentração de capital, editoras e empresas de distribuição). A Internet veio reconfigurar a cartografia literária brasileira? Em que sentido a Internet contribui para o fortalecimento e fomento da Literatura? A qualidade das criações literárias foi influenciada de alguma maneira pela Internet?

 

 

Debatedores:


Heloisa Buarque de Hollanda [pesquisadora e curadora] – RJ

Fabrício Carpinejar [poeta e blogueiro] – RS

Carlos Emílio C. Lima [ficcionista e editor] – CE

Vicente Franz Cecim [poeta] - PA

Raimundo Carrero [ficcionista e professor] - PE

 

Mediador: Edson Cruz [poeta e editor do portal Cronópios] - SP

 

Encerramento: Leitura de textos com os escritores e Performance apresentada por Lúcio Agra

 

 

 

* publicação e distribuição da literatura em tempos digitais

  13 quarta 19h

 

A segunda noite recebe escritores e editores que começaram, ou firmaram sua escrita e interferência no meio literário, em blogs, sites ou coletivos de literatura. Quais os caminhos da publicação e da distribuição da literatura em tempos de Internet e a importância de sites e blogs na trajetória de autores, iniciantes ou não, serão os temas do debate. Haverá telões onde os sites e blogs poderão ser mostrados e comentados.

 

Debatedores:

 

Clarah Averbuck (http://adioslounge.blogspot.com/)

Ana Paula Maia (http://killing-travis.blogspot.com/)

Cardoso (André Czarnobai)(http://qualquer.org/salsbury/ )

Artur Rogério NÓS PÓS coletivo de Recife (www.nospos.blogspot.com)

Lima Trindade, editor do VERBO 21/BA (http://www.verbo21.com.br/)

 

Mediação: Fabrício Carpinejar (poeta e blogueiro, http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/

 

Encerramento: Leitura de textos e discotecagem com DJ Malásia

 

 

 

* interfaces da literatura na web

  14 quinta 19h

 

A terceira noite do Cartografia contará com criadores e especialistas nas ferramentas e recursos agregados aos conteúdos de literatura na Internet. Todos os debatedores possuem contribuições relevantes e destacam-se na área com trabalhos apurados tanto técnica quanto esteticamente. A discussão girará em torno das interfaces em meio eletrônico — o diálogo com as artes plásticas, música, HQs, animações. O diálogo da literatura com outras artes ganha maiores contornos na Internet?

 

Debatedores:


André Vallias, poeta e editor do ERRÁTICA/RJ (http://www.erratica.com.br/)

Pipol, webpoeta e editor do PORTAL CRONÓPIOS/SP (http://www.cronopios.com.br)

Mardònio França, poeta e editor do CORSÁRIO/CE (http://www.corsario.art.br/)

Fábio Oliveira Nunes, poeta multimídia e co-editor do site Artéria 8/SP (http://www.arteria8.net).

 

Mediação: Lucio Agra, professor e performer (http://www.myspace.com/lucioagra)

 

Encerramento: Apresentação de André Vallias com vídeo-poemas e traduções.

 

 

 

* apreciação e crítica dos conteúdos de literatura veiculados na internet

  15 sexta 19h

 

A última noite de debates contará com a participação de acadêmicos e editores-poetas de publicações eletrônicas que circulam e ganharam o respeito das universidades, estudantes, professores e escritores. A discussão passará pelo olhar da comunidade científica e acadêmica sobre os conteúdos gerados e veiculados na Internet. Há a possibilidade de uma crítica confiável, estabelecida coletivamente, sobre os conteúdos da própria internet. O volume de acessos e as ações colaborativas são balizadores da qualidade de um site, ou de uma tendência contemporânea para geração democrática do conhecimento?

 

Debatedores:

 

Ivan Marques (doutor em literatura brasileira e professor da Universidade de São Paulo; foi diretor do programa Entrelinhas) (www.cronopios.com.br/tvcronopios/conteudo.asp?id=37)  

Paulo Franchetti (professor e diretor da editora Unicamp) (http://www.unicamp.br/~franchet/)

Márcio-André, editor da CONFRARIA/RJ (http://www.confrariadovento.com/)

Linaldo Guedes editor do CORREIO DAS ARTES/PB (www.cd-artes.blog.uol.com.br)

Floriano Martins editor da REVISTA AGULHA/CE, http://www.revista.agulha.nom.br/]

 

Mediadora: Leda Tenório da Motta (Professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC SP, pesquisadora do CNPq, crítica literária e tradutora.)

 

Encerramento: Márcio André apresenta uma roldana de palavras-poesia-máquina de desautomatizar munido de vozes, violino e outros objetos sonoros.

 

 

 

* Sarau Cartográfico

   16 sábado 15h

 

Participação de autores, blogueiros, internautas, convidados, Djs, performers, poetas, editores. Leituras e bebericagem.

 

 

 

 

Todas as mesas terão transmissão Ao Vivo pela TV Cronópios e poderão ser acompanhadas pelo Portal Cronópios (www.cronopios.com.br). Além disso, o portal disponiblizará um CHAT para você enviar suas perguntas para a mesa em tempo real. Fique conectado!

 

 

 

 

Curadoria do Cartografia Web Literária-2008

Francis Manzoni (SESC Consolação)

Edson Cruz (Cronópios)

 

 

 

 

 

 

biografia dos convidados

 

 

Heloisa Buarque de Hollanda é professora titular de Teoria Crítica da

Cultura da Escola de Comunicação da UFRJ. Coordena o Programa Avançado de Cultura Contemporânea/Fórum de Ciência e Cultura/UFRJ; é diretora d´O Instituto Projetos e Pesquisa e da Aeroplano Editora Consultoria Ltda, bem como Curadora do Portal Literal (www.portalliteral.com.br). Tem inúmeros artigos e livros nas áreas arte, literatura e políticas culturais.

 

Fabrício Carpinejar é poeta, cronista, jornalista e professor, mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS. É autor dos livros de poesia "As Solas do Sol" (1998, 2ª edição, Bertrand Brasil), "Terceira Sede" (2001, 2ª edição, Escrituras), "Biografia de uma árvore" (2002, 2ª edição, Escrituras), "Caixa de sapatos" (2003, 2ª edição, Companhia das Letras), "Cinco Marias" (2004, 2ª edição, Bertrand Brasil) e "Como no céu/Livro de Visitas" (2005, Bertrand Brasil) e "Meu Filho, Minha Filha" (2007, 4ª edição, Bertrand Brasil), entre outros. É coordenador e professor do curso de Formação de Escritores e Agentes Literários da Universidade do Vale do Rio do Sinos, inédito no Brasil. Site: www.carpinejar.com.br Blog: http://fabriciocarpinejar.blogger.com.br

 

Carlos Emílio C. Lima é escritor nascido no CE, poeta, editor, ensaísta, antidesigner. Autor dos romances A Cachoeira das Eras - A coluna de Clara Sarabanda (1979); Além, Jericoacoara - Observador do Litoral (1982);

Pedaços da História Mais Longe (1997) e O romance Inédito e esquecido de Jorge Amado na voz da velha e negra senhora (2006 - inteiramente publicado no portal Cronópios); dos livros de contos Ofos (1984), O romance que explodiu (2007) e do estudo ensaístico Virgilio Varzea: os olhos de paisagem do cineasta do Parnaso (2002). No momento, nenhuma de suas obras está distribuída nacionalmente em forma de livro de papel. (www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id_usuario=14)

 

Vicente Franz Cecim é escritor nascido na Amazônia, em Belém do Pará.

Em 1979, com A asa e a serpente, iniciou uma longa obra que até hoje continua criando: Viagem a Andara, o livro invisível, em que transfigura a sua região natural, a Amazônia, em Andara: uma região-metáfora da vida em que o sobrenatural emerge em epifania. Em 2001, quando a invenção de Andara completou 22 anos, publicou Ó Serdespanto (Íman Edições, Lisboa) com 2 novos livros de Andara, apontado pela crítica portuguesa como um dos melhores livros do ano. Em 2004 relançou, em versões finais, transcriadas, os 7 primeiros livros de Andara reunidos nos volumes A asa e a serpente Terra da sombra e do não (Editora Cejup, Belém). Em novembro de 2005, publicou seu primeiro livro em Iconescritura, também em Portugal: K O escuro da semente (Ver o Verso, Maia). Em 2006, saiu a edição nacional de Ó Serdespanto (Bertrand Brasil, Rio). (http://www.culturapara.com.br/vicentececim/vicentececim.htm)

 

Raimundo Carrero nasceu em Salgueiro, sertão de Pernambuco. Começou a escrever na infância mas somente publicou a sua primeira novela - "A História de Bernarda Soledade" - em 1975. Até o momento publicou quinze livros: romances, novelas, contos e ensaios. Ganhou os prêmios Jabuti, com o livro de contos "As sombrias ruínas da alma", o APCA e o Machado de Assis, com "Somos pedras que se consomem", também finalista do Prêmio Jabuti, e o prêmio Revelação do Ano - Oswald de Andrade -, em Porto Alegre, com o romance "Viagem no ventre da baleia". No terceiro governo Miguel Arraes foi presidente da Fundação de Cultura e secretário-adjunto de Cultura. Atualmente edita o jornal Pernambuco, suplemento cultural do Diário Oficial do Estado. Site: www.raimundocarrero.com.br/

 

Edson Cruz, baiano de Ilhéus e paulista de formação. Estudou música e psicologia até reconciliar-se com a literatura. Foi editor do site Capitu e agora é editor-fundador do site Cronópios (www.cronopios.com.br). Lançou o livro de poesia, Sortilégio, pelo selo Demônio Negro. Bloga no http://sambaquis.blogspot.com

 

Clarah Averbuck é gaúcha de Porto Alegre. Publicou inicialmente na Internet. Foi colunista do histórico CardosOnline, que durou até 2001 e revelou escritores como Daniel Galera e Daniel Pellizzari. Em São Paulo lançou sua primeira novela, Máquina de Pinball. Em 2001 criou o blog “brazileira!preta” muito acessado e comentado. Publicou, também, Das coisas esquecidas atrás da estante, em 2003, e Vida de gato, em 2004. Blog, http://adioslounge.blogspot.com/

 

Ana Paula Maia é carioca e autora dos romances "O habitante das falhas subterrâneas" (7 letras - 2003) e "A Guerra dos Bastardos" (Língua geral - 2007). Participa de diversas antologias, entre elas, "25 mulheres que estão fazendo a nova literatura brasileira" (Record - 2004). Em 2006 publicou na internet a novela "Entre rinhas de cachorros e porcos abatidos". Mantêm o blog Killing Travis (www.killing-travis.blogspot.com).

 

Cardoso (André Czarnobai) nasceu em Porto Alegre, RS. É ficcionista y não-ficcionista, gongorista, jornalista, roteirista, consultor criativo, webshaman extraordinaire, webdesigner autodidata, desenhista, preparador de original, tradutor, intérprete, produtor musical, DJ, MC etc. Foi um dos criadores do histórico CardosOnline. Atualmente, dizem que bloga no http://qualquer.org/salsbury/

 

Artur Rogério é de Paulista, mas morou até a adolescência em Barreiros, Mata Sul de Pernambuco. Estuda História e Letras em Recife. Criou o Grupo de Teatro Reticências, o Cineclube AZouganda e o Cineclube Cabidela. Tem vários livros não publicados. É idealizador e produtor do Nós Pós, eventos que marcam Recife com a divulgação da literatura contemporânea de Pernambuco. (www.nospos.blogspot.com))

 

Lima Trindade nasceu em Brasília, começou como fanzineiro e rapidamente migrou para o mundo eletrônico da internet. Há dez anos edita (e colabora) a revista Verbo21 (www.verbo21.com.br), publicação que se pauta pela versatilidade de seus colaboradores, multiplicidade de olhares, inquietações contemporâneas. Depois de 2005 publicou 3 livros, uma novela-pop-rock chamada Supermercado da Solidão (LGE, 2005), as antologias de contos Todo Sol mais o Espírito Santo (Ateliê Editorial, 2005) e Corações Blues e Serpentinas (Arte Paubrasil, 2007).É mestre em literatura pela Universidade Federal da Bahia.

 

André Vallias é poeta, designer gráfico e produtor de mídia interativa. É paulista onde se formou em Direito pela USP. Começou a criar poemas visuais em 1985, usando a técnica serigráfica que aprendeu com o artista e editor Omar Guedes. De 1987 a 1994, viveu na Alemanha, onde, influenciado pelas idéias do filósofo Vilém Flusser, orientou suas atividades para a mídia digital. Em 1990, foi co-curador (com Friedrich W. Block e Valeri Scherstjanoi) da exposição "Transfutur – poesia visual da União Soviética, Brasil e Países de língua alemã" (Kassel e Berlim). Com Friedrich W. Block, organizou a primeira mostra internacional de poesia feita em computador: "p0es1e-digitale dichtkunst" (Annaberg-Buchholz, 1992). Em 2003, foi agraciado com o Prêmio Sergio Motta de Arte & Tecnologia pelo poema interativo ORATORIO. Em 2004, criou a revista on-line Errática, editada com a colaboração do poeta e ensaísta Eucanaã Ferraz: http://www.erratica.com.br

 

Pipol estudou psicologia e trabalhou como redator publicitário. Já dirigiu programas de TV e comerciais de propaganda. É co-fundador dos sites Cronópios (www.cronopios.com.br) e Cronopinhos (www.cronopios.com.br/cronopinhos), editor de arte da revista eletrônica Mnemozine (www.cronopios.com.br/mnemozine) e autor do pocket book Brinquedos de Palavras: www.cronopios.com.br/pocketbooks/brinquedos/

 

Mardônio França é poeta multimeios. Recentemente produziu diversos curtas-metragens e cinePoemas. Co-editor da antologia de poesia, Massanova. É editor da revista eletrônica corsário ( www.corsario.art.br). Tem 10 livros de poemas na revista corsário. Gosta de computadores, fotografias e jangadas.

 

Fábio Oliveira Nunes é Doutor em Artes na Escola de Comunicações e Artes da USP e Mestre em Multimeios na UNICAMP. Atua como artista multimídia, designer digital e pesquisador nas áreas de web arte, arte mídia e poéticas da visualidade. É co-editor da revista de poesia digital Artéria 8, juntamente com Omar Khouri e organizador da revista digital-objeto NÓISGRANDE. http://www.arteria8.net

 

Lucio Agra, Doutor em comunicação pela PUC, professor do Mestrado em Design do Centro Universitário Senac, onde também dá aulas nas pós-graduações lato senso de Design Gráfico e Criação de Imagem e Som em Meios Eletrônicos; professor da Graduação em Comunicação das Artes do Corpo da PUC-SP, na área de Performance. (http://www.myspace.com/lucioagra)

 

Ivan Marques é doutor em literatura brasileira e professor da Universidade de São Paulo. Foi diretor do programa literário "Entrelinhas" e editor-chefe do programa "Metrópolis", ambos da TV Cultura. Na mesma emissora, dirigiu os documentários "Versos diversos: a poesia de hoje", "Orides: a um passo do pássaro" e "Assaré: o sertão da poesia". Organizou o livro "O espelho e outros contos machadianos" e as antologias "Histórias do Romantismo", "Histórias do Realismo" e "Histórias do Pré-Modernismo", todos pela editora Scipione. Tem artigos publicados em livros, jornais e revistas. (www.cronopios.com.br/tvcronopios/conteudo.asp?id=37)

 

Paulo Franchetti nasceu em Matão (SP). Professor Titular no Departamento de Teoria Literária da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), fez mestrado na Unicamp, doutorado na USP e livre-docência na Unicamp. Publicou, entre outros, Alguns aspectos da teoria da poesia concreta (Campinas, Editora da Unicamp, 1989), Nostalgia, exílio e melancolia – leituras de Camilo Pessanha (São Paulo, Edusp, 2001), Estudos de literatura brasileira e portuguesa (Cotia, Ateliê, 2007) e O essencial sobre Camilo Pessanha (Lisboa, Imprensa Nacional, 2008). Publicou ainda, pela Ateliê, a novela O sangue dos dias transparentes (2003) e a coletânea de haicais Oeste (2008). Desde 2002, dirige a Editora da Unicamp. (http://www.unicamp.br/~franchet/)

 

Márcio-André é poeta, tradutor, editor, performer e ensaísta. Autor dos livros Movimento Perpétuo (2002), Cazas (2006), Intradoxos (2007) e Ensaios radioativos (2008). É editor da revista de arte e literatura Confraria, produzida pela Confraria do Vento, editora que coordena no Rio de Janeiro. Faz peças musicais para teatro e cinema e realiza performances de improvisação oral, poesia sonora e música eletroacústica, fundindo o som do violino ao de outros objetos produtores de som. Em junho de 2007 realizou a Conferência Poético-Radioativa de Pripyat, performance que consistiu em leitura solitária de poemas na cidade fantasma de Chernobyl, na Ucrânia. Também fez leituras em Coimbra, Paris, Buenos Aires e Londres e tem seu trabalho traduzido para diversas línguas. (http://www.confrariadovento.com/)

 

Linaldo Guedes nasceu em Cajazeiras no Alto Sertão da Paraíba. É poeta, tendo publicado seu primeiro livro “Os zumbis também escutam blues e outros poemas” (Textoarte Editora), em 1998, e o segundo, “Intervalo Lírico” (Dinâmica Editora), em 2006. Lançou, ainda, “Singular e Plural na poesia de Augusto dos Anjos” (ensaio, editora A União) e co-organizou os livros “Correio das Artes, 50 anos”, volumes de poesia e contos (Editoras A União e Universitária, 1999) e “Diálogos” (Editora Aboio, 2004). É também jornalista, tendo atuado pelos principais jornais de João Pessoa, como O Momento, Correio da Paraíba, Norte e A União, além de ter trabalhado, ainda, na TV Tambaú e na Rádio Tabajara FM. Atualmente edita o caderno de Cultura e o suplemento literário Correio das Artes, ambos do jornal A União. É estudante do Curso de Letras da Universidade do Vale do Acarai (UVA). Tem um blogue na internet desde janeiro de 2004, no seguinte endereço: http://linaldoguedes.blog.uol.com.br

 

Floriano Martins nasceu em Fortaleza, CE. Poeta, editor, ensaísta e tradutor. Tem se dedicado, em particular, ao estudo da literatura hispano-americana, sobretudo no que diz respeito à poesia. Foi editor do jornal Resto do Mundo (1988/89) e da revista Xilo (1999). Em janeiro de 2001, a convite de Soares Feitosa, criou o projeto Banda Hispânica, banco de dados permanente sobre poesia de língua espanhola, de circulação virtual, integrado ao Jornal de Poesia. Dentre seus livros de poesia mais recentes, encontram-se Tres estudios para un amor loco (trad. Marta Spagnuolo. Alforja Arte y Literatura A.C. México, 2006), Duas mentiras (Projeto Dulcinéia Catadora. São Paulo, 2008), e Teatro Imposible (trad. Marta Spagnuolo. Fundación Editorial El Perro y la Rana. Venezuela, 2008). Juntamente com Lucila Nogueira, organizou e traduziu o volume Mundo mágico: Colômbia (Poesia colombiana no século XX) (Edições Bagaço. Pernambuco, 2007), também sendo autor de Un nuevo continente (Antología del surrealismo en la poesía de nuestra América) (Monte Ávila Editores. Venezuela, 2008). Atualmente é curador da 8ª Bienal Internacional do Livro do Ceará (Governo do Estado do Ceará). Juntamente com Claudio Willer, dirige a revista Agulha (www.revista.agulha.nom.br) - Prêmio Antonio Bento (difusão das artes visuais na mídia) da ABCA/2007.

 

Leda Tenório da Motta é Professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC SP, pesquisadora do CNPq, crítica literária e tradutora. Tem sete livros publicados, entre eles, Sobre a Crítica Literária Brasileira no Último Meio Século (Imago, 2003), Céu Acima - Para um Tombeau de Haroldo de Campos (Perspectiva 2005) e Proust - A Violência Sutil do Riso (Perspectiva 2007). (www.cronopios.com.br/site/colunistas.asp?id=3125)

 

 

 

 

Serviço:

 

 

Confira, também, matéria na Folha Online.

 

 

 

 

 

 

 

Endereço:

 

rua Dr. Vila Nova, 245, 3º andar
Vila Buarque
São Paulo - SP
cep 01222-020
mapa de localização

telefone: 11 3234-3000
fax: 11 3256-2223


 

  Creative Commons License

Publicações de um autor no Cronópios
Outras publicações de da Redação no Cronópios.

Martins Fontes - A livraria do Cronópios