14/10/2008 16:10:00 A Ordem Secreta dos Ornitorrincos
Por Maria Alzira Brum e Nelson de Oliveira
Manchete de todos os jornais:Jeannie atrapalha planos de cientistas. Eles jogaram matéria bruta no túnel de trezentos quilômetros do maior acelerador de partículas do mundo e no segundo seguinte o que conseguiram? Toioioim, ela, genial em todos os sentidos. E de quebra vários ornitorrincos.
Sussurros sobre este livro: hoje Jeannie (Maria) paga o aluguel da garrafa escrevendo roteiros em sânscrito (a tevê e o cinema não sabem mesmo ler). Os ornitorrincos detestam as palavras método, marketing e ornitorrinco, nessa ordem. Cuidado. Não acredite em tudo o que você lê, Jeannie (Dora) e os ornitorrincos são seres muito dialéticos. Muito dissimulados. Madame Bovary (a autora) e as borboletas também.
Segredos sobre este livro: 1) Tudo está conectado, em quantidade e qualidade. 2) Os contrários se interpenetram. 3) No final a afirmação vence, pois toda negação nega a negação. (Eu disse, esses seres são muito dialéticos, muito dissimulados.)
São 11h55 quando estaciono o carro numa rua que desemboca na beira-mar em Miami. As casas são pequenas e iguais e se estendem formando um bairro popular, com jardins onde florescem espécies vulgares. Estou parado diante de um deles, que se destaca pela presença de algumas plantas carnívoras. Reconheço-as, uma vez fiz uma matéria sobre o assunto, e declino mentalmente seus nomes enquanto caminho em direção à entrada: Sarraceniaceae, Nepenthaceae, Droseraceae. Mal toco a campainha, a porta se abre e um homem idoso me recebe com um sorriso afável. Veste-se com simplicidade, quase com deselegância. Meão de altura, triste de facha, o mesmo de figura, nariz alto no meio, nenhum traço que possa indicar que estou diante de um dos mais polêmicos e misteriosos pensadores do séculos XX: I. Templiakov.
Depois de apertar minha mão com firmeza, me convida a entrar. Logo estou sentado numa das duas poltronas de design funcional da sala cuja mobília escassa se completa com um sofá, uma mesinha, quatro cadeiras, um balcão com amostras de minerais e uma fotografia na qual se vê um casal e duas crianças, uma estante com livros e uma escrivaninha com um computador ultrapassado. Enquanto preparo o gravador, ele me faz um sinal para que passemos à mesinha, onde nos aguardam um bule com chá, uma cesta com cubinhos de açúcar e duas xícaras com as colheres apoiadas nos pires. Faço alguns comentários vazios sobre a esplêndida tarde antes de perguntar se posso começar a gravar. Ele assente com naturalidade impensável para um homem que sempre evitou aparições públicas de qualquer tipo e que é inclusive considerado um embuste pela maioria dos estudiosos.
Apesar da minha experiência, estou um pouco nervoso. É a primeira vez que I. Templiakov fala com um jornalista. Minha matéria será determinante para elucidar o mistério em torno da vida deste misto de cientista, filósofo e poeta criador da teoria da Biocinética Estelar e autor de obras de ciência, poemas e até de letras de música popular cuja existência cercada de lendas já foi até questionada. Ele, ao contrário, olha para mim com tranqüila expectativa. Click. Começo.
Um de Nós – O senhor nasceu na Rússia? Como foi sua infância?
I.T. – Meus pais eram ucranianos, mas eu nasci em território mexicano. Minha família se mudou para os Estados Unidos quando eu era pequeno, de forma que sou cidadão americano. Meu pai trabalhava na indústria de calçados e minha mãe era dona de casa. Minha infância foi como a da maioria dos filhos de imigrantes pobres nos EUA da primeira metade do século XX. Desde menino eu sonhava ser cientista.
Um de Nós – Dizem que o senhor conviveu na Europa com nomes importantes da ciência do século XX. Como foi sua formação?
I.T. – Eu me formei em Física e iniciei minha pesquisa estudando as relações entre cor, temperatura e idade das estrelas e a distribuição de radiação emitida por um corpo negro perfeito, a chamada radiação do corpo negro. A física nos anos 50-60, como se sabe, era uma área incentivada pelo governo por motivos estratégicos. Graças a estes investimentos, consegui uma bolsa para fazer parte do meu doutorado na Europa, onde ainda viviam alguns cientistas importantes da geração anterior, os quais tive a oportunidade de ver em palestras e atividades acadêmicas. Mas, ao longo do tempo, ao tomar contato com a vida mundana e com obras de filosofia, acabei me desinteressando do trabalho cientifico. Desisti do doutorado e aproveitei os recursos da bolsa para desenvolver os estudos que baseariam a teoria da Biocinética Estelar.
Um de Nós – Como foi que o senhor passou a se interessar por poesia e que lugar ela tem em sua obra?
I.T. – Foi um interesse marginal, incultas produções da mocidade. Quando a bolsa acabou, me vi tendo que sobreviver num mundo onde tudo era possível mas nada era seguro. Comecei a fazer bicos como revisor de fórmulas numa editora científica. Ali conheci o editor e tradutor A.R., que, como eu, ocasionalmente escrevia poemas. Foi ele que teve a idéia de reunir nossa produção num volume em francês e publicá-la como se eu houvesse escrito em russo e ele traduzido. Nunca levamos isso a sério, os poemas de I. Templiakov são na verdade uma brincadeira, uma obra conjunta cujo resultado parece ter superado nossas qualidades como poetas, que eram bastante limitadas.
Um de Nós – Cheguei aqui depois de investigar o percurso dos direitos autorais que o senhor recebe por ter composto as letras de dois conhecidos boleros. Qual a sua relação com a música? Por que abriu mão dos direitos autorais sobre as edições de Biocinética Estelar e continuou recebendo-os pela autoria de “El vagabundo” e “Tu serás mi último fracaso”?
I.T. – Não entendo de música. Os boleros foram só uma fase. Quando voltei para os EUA e me fixei em Miami, namorei uma cantora argentina, que acabou me deixando por uma ruiva, um fracasso do qual me ressenti por muitos anos. Enquanto durou nossa relação, compus para ela algumas letras, entre as quais estas, com o pseudônimo de Alfredo Rios. Tirei-o de uma notícia de jornal, era o nome de um contrabandista mexicano que tinha morrido misteriosamente ao cair de uma balsa. Maria, a cantora, acabou fazendo sucesso e não nos vimos mais. Eu nunca quis receber direitos autorais, e o dinheiro das letras é integralmente doado à Sociedade de Preservação dos Ornitorrincos. Acontece que, com o passar do tempo e com a popularidade de algumas canções, tornou-se complicado fazer qualquer coisa em nome de Alfredo Rios sem chamar a atenção para I. Templiakov.
Um de Nós – O senhor é reconhecido como filósofo por uma única e controvertida teoria. Quais as suas origens da Biocinética Estelar? É verdade que se apoiou em idéias de antigas ordens místicas? O senhor ainda escreve?
I.T. – A Biocinética Estelar é resultado de uma mistura de pesquisa científica, contemplação mística e especulação filosófica. É ao mesmo tempo objeto e método, ou melhor dizendo, um contramétodo, de si mesma e sua origem é indeterminada, visto que ela é constantemente modificada por eventos e intervenções posteriores. Retira da relatividade restrita a noção de que o movimento é relativo ao observador e da teoria do hiperespaço a idéia da existência de diferentes dimensões no universo. Trata-se de uma teoria evolutiva, não no sentido de tendencialidade nem de progresso, visto que considera o acaso como agente determinante das mudanças. Quando falo em “místico”, não me refiro a nenhuma ordem secreta, seita ou religião em especial. Falo de um grau máximo de abstração, de síntese, e mesmo de não narratividade. Sim, ainda escrevo.
Um de Nós – O senhor publicou pouco e na maior parte da sua vida evitou o convívio intelectual e acadêmico, fugindo da fama que este poderia lhe proporcionar. Por que agiu dessa forma? Por que agora aceitou dar esta entrevista? Mudou de idéia?
I.T. – Acho que até publiquei demais, visto que o ideal para mim seria não fazê-lo. Quanto à fama, acredito que meu nome se tornou conhecido na proporção inversa das minhas atitudes. Não mudei de idéia, esta é a primeira e provavelmente a última vez que dou uma entrevista. Não saberia enumerar os motivos. Considere como uma conjuntura favorável, uma mistura de sorte, lógica e polimento adequado do vidro.
Um de Nós – Alguns especialistas criticam sua teoria por ser demasiadamente geral e ambiciosa, adequando-se a muitas e diferentes interpretações. O que tem a dizer sobre estas críticas?
I.T. – Eles têm razão. A Biocinética Estelar é uma teoria que só existe ou adquire sentido na relação, no ato da interlocução. Seu alcance, ou ambição, é mero efeito deste processo que, à semelhança dos buracos negros, acaba por engolir a si próprio, esgotando-se ao cessar o movimento e ao estabelecer-se sua identidade.
Neste ponto da entrevista, faz um gesto de “basta”. Eu peço que me conceda mais uma pergunta, ele consente.
Um de Nós – O senhor nunca se casou nem teve filhos. É pessimista com relação ao amor e ao sexo, à reprodução e ao futuro da humanidade?
I.T. – Não falo de amor e sexo, mas é uma lei geral que os vírus e os parasitas levem a melhor. Somos criaturas definidas por um conflito. Humanidade significa os outros, que é a mesma coisa que diferença ou indiferença, portanto cadeia alimentar. Mas não me considero pessimista. Trata-se apenas de uma arte.
***
Aquela tarde
segundo Jeannie
Hi moço bonito, o meu nome é Jeannie, à sua disposição. Estou aqui para satisfazer todos os seus desejos. Não são só os homens-bomba que têm direito a cachoeiras de mel em reinos exóticos não, mi amor. Como o que eu sou? Não está vendo? Eu sou um gênio. Exatamente o que você ouviu. Não, não é nenhum golpe, assim você me ofende. Como vocês americanos são desconfiados! É verdade que os gênios em geral são maus, mas eu sou boa, não dá para perceber? Não, cariño, você não morreu nem está sonhando. O que aconteceu foi o seguinte. Seu avião caiu perto da garrafa onde eu estava presa há milhões de anos. Com a queda você foi ejetado, esbarrou na garrafa, ela se abriu e eu me libertei. Ou melhor, você me libertou. Por isso agora é meu amo e eu devo realizar todos os seus desejos. Todos, qualquer um, você só precisa pedir. Como de onde eu vim? Da garrafa. Claro que eu não nasci nela. Foi o Sidney Sheldon, autor de best sellers, roteirista e produtor, que me aprisionou lá quando eu tinha doze anos. Ele disse que estava escrevendo um roteiro wonderful, uma história bacana, um romance exótico, um enredo latino com céu azul, sol, mar, tardes de Itapuã, samba de verão, Copacabana, bolero e axé. Tudo em locação real, com favela de verdade, turistas e figurantes nativos, e que eu ia ser a estrela. Ai, mi amor, eu acreditei. A trilha sonora tinha uma canção que dizia espérame corazón. Mas os filmes são tão curtinhos, as canções são tão curtinhas! Eu acreditei nos filmes, nas canções e zás, quando me dei conta estava presa na garrafa. Fiquei no prólogo: espérame corazón. Mas deixe isso pra lá, agora você está aqui e vai ser tudo happy sem end. Alalaôôôôô, estou tão feliz! Aliás, para onde você estava indo? Iraque, Panamá, Haiti? Você tem sorte de estar vivo, eu sei que chamam esse avião de widow maker. Como é que eu sei? Eu tenho um olho-que-tudo-vê, posso ver tudo o que acontece no universo inteiro. Para mim tanto faz acontecido, acontecendo ou vai acontecer, tanto faz a ordem dos eventos. Esta praia já foi deserto, já foi floresta, o mar vai e volta. De vez em quando vejo no Cambriano as hallucigensias passeando pelo solo marinho com suas catorze pernas, as opabinias espreitando as presas com seus cinco olhos e os anomalocaris com suas imensas bocas. Ramos da evolução, moço, ramos feitos da mesma matéria que você, predador e olho. Já eu estou fora da evolução e da história, eu sou só um olho, um olho casa-casulo, limite e transparência onde habito e de onde ouço o canto das baleias e vejo peixes enxertados, navios negreiros e petroleiros, os filhos malogrados das meninas e dos marines, os que foram embora nas pateras, os espaldas mojadas. Eu não sou miragem, não. Pelo amor de Alá, me dê um lugar no seu livro, no seu filme, na sua telessérie. É verdade, juro, por que você não acredita em mim? Pareço uma louquinha de praia? Uma fraude em forma voluptuosa de odalisca de carnaval passado? Um embuste? Uma qualquer? Não, mi amor, eu não sou o que pareço, eu sou Jeannie, à sua disposição.
Este artigo é um resumo das pesquisas realizadas pela autora em Portugal para sua tese de doutorado. Como fontes, além das anotações e de um trabalho inédito de A.*, recorre-se a um conjunto de textos de L., aventureiro e comerciante do século XVI, encontrado nos arquivos da Torre do Tombo.
Datados entre 1570 e 1590, estes textos constituem a referência mais antiga da Ordem Secreta dos Ornitorrincos. Alguns estudiosos o consideram como um emaranhado de partes de diferentes textos – relatórios comerciais, diário de bordo, listas de materiais e provisões, descrições de rotas marítimas, lugares e costumes dos habitantes das regiões visitadas, reproduções imprecisas ou plágios de trabalhos de autores da época (algumas passagens lembram as Páginas da Peregrinação de Fernão Mendes Pinto) e até fragmentos de um romance inconcluído escrito com elementos de tradição oral e cultura popular (portanto na contramão da literatura da época). Outros vêem neles componentes de uma narrativa de fatos reais que por algum motivo se desordenou e da qual se perderam conexões. Tomando como base esta última, infere-se que L. foi um dos fundadores da Ordem e que os manuscritos são uma espécie de tratado da mesma.
Pode-se situar o início desta história numa praia da atual Austrália numa tarde de 1570 quando um navio português que ia para Timor Leste recolher um carregamento de sândalo teve que aportar ali devido a problemas no casco. Esta, e não a de Cook, ocorrida em 1770, foi a primeira incursão de navegantes europeus naquelas terras. A versão mais difundida entre os historiadores é a de que os portugueses não se interessaram em se fixar ali porque não era lucrativo explorá-las. Alguns dizem que é possível que fossem contrabandistas e não quisessem ficar em evidência anunciando a descoberta às autoridades. Mas também é plausível, sem descartar as hipóteses anteriores, que o segredo esteja ligado à fundação da Ordem.
L. estava a bordo e num dos manuscritos relata a chegada e o fato surpreendente que se seguiu: “Levantaram a âncora, e apesar do dano se chegou bem à terra e, rodeando-a, observamos todas as particularidades que os olhos conseguiam alcançar. Então avistamos um animal, e todos se espantaram muito, porque até então não tinha sido visto em parte nenhuma nada que se parecesse com aquilo. Era uma espécie de híbrido com pêlos e bico de pato.”
Impressionados com o bicho estranho e com outros fenômenos das terras em que aportaram, que contrariavam o cosmos harmônico descrito nos livros, alguns destes viajantes resolveram fundar uma ordem secreta na qual pudessem discutir livremente novos pontos de vista sobre as origens e a evolução do universo.
Da mesma forma que Francis Bacon, acreditavam na criação de um novo mundo pela ação humana. Diferentemente dele, e antecipando-se a teorias que surgiriam nos séculos XIX e XX, consideravam o acasocomo um elemento fundamental nos processos criativos.
A imagem do animal avistado na praia naquela tarde, o híbrido, foi adotado como símbolo da Ordem. A. explica que “o híbrido tinha para aqueles viajantes vários significados. Era uma demonstração da contradição, da imperfeição e da desarmonia inerentes ao universo; significava a contingência e a singularidade; representava a origem da vida, pela mistura de características de animais marinhos, terrestres e voadores; simbolizava a aventura marítima e os novos tempos, a modernidade; representava as próprias ordens místicas e secretas que, como se sabe, estiveram implicadas na formação do modo científico de pensamento e conhecimento. O híbrido, conforme algumas simbologias e tradições herméticas, também era uma representação do humano.”
Segundo se depreende dos manuscritos de L., assim como a maioria dos pensadores ligados ao nascimento da modernidade, os membros da Ordem acreditavam na existência de uma correspondência entre a linguagem e os fenômenos da natureza. Mas, enquanto os primeiros achavam que esta correspondência poderia revelar a harmonia, a verdade última do universo e as causas dos fenômenos, os segundos viam nela um espelho da criação em processo. A Ordem também afirmava a indissociabilidade, ou hibridismo, entre natureza e cultura e a indiferenciação das leis que regem a existência de uma e outra.
Nascida numa comunidade de viajantes, a Ordem não possuía caráter nacional ou pátria. A comunicação e a translação eram parte de sua filosofia, o que a levou a difundir-se pelo mundo nos séculos seguintes. A partir do século XIX, com a classificação das espécies pela ciência, passou a ser conhecida como Ordem Secreta dos Ornitorrincos.
Ninguém nunca admitiu ter feito parte da Ordem. Alguns estudiosos, no entanto, apontam sua influência sobre pensadores do século XX. O mais importante deles teria sido Charles S. Peirce, que considerava a retórica como parte da lógica e construiu sua teoria sobre a máxima de que “tudo é signo”. Bem menos conhecido que Peirce, mas não menos interessante, I. Templiakov também coincide com princípios da Ordem ao definir, na teoria da Biocinética Estelar, o movimento como princípio do universo.
Acredita-se que a Ordem Secreta dos Ornitorrincos tenha chegado ao Brasil já no seu início. A. se refere a semelhanças entre seus fundamentos e trechos de um tratado de medicina homeopática encontrado no Rio de Janeiro que atribui certas mortes, consideradas então como de causa desconhecida, “à não adequação dos personagens, dos narradores ou dos observadores ao movimento que, necessária ou aleatoriamente, produz as mudanças”.
* Gentilmente cedido pelo autor para este trabalho.
Maria Alzira Brum Lemos é escritora, tradutora, criadora, curadora e realizadora de atividades de arte e literatura. É doutora em Comunicação e Semiótica. Traduziu, entre muitas, obras de Juan Benet, Mario Bellatin e Fogwill. Assessora o Instituto Cervantes nas áreas de pensamento e literatura. É autora de O Doutor e o Jagunço (ensaio, São Paulo, Editora Arte&Ciência, 2000) e participa das antologias Tierra en Trance: el cine latinoamericano en cen películas (Madrid, Alianza, 2000), O Clarim e a oração: cem anos de Os Sertões (São Paulo, Geração, 2003); Contos cruéis: os contos mais violentos da literatua brasileira (São Paulo, Geração, 2005); Quartas Histórias: contos baseados em narrativas de Guimarães Rosa (Rio de Janeiro, Garamond, 2005); Capitu mandou flores (São Paulo, Geração, 2008, lançamento em julho) e Futuro Presente (no prelo pela Editora Record, organizada por Nelson de Oliveira). No segundo semestre lança pela editora Amauta A ordem secreta dos ornitorrincos. Co-realizadora, entre outros, da revista Triplov www.triplov.org, da Balada Literária www.baladaliteraria.org e da Editora Garamond www.garamond.com.br E-mail: malzira.brum@gmail.com
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