Café Literário Cronópios

A literatura afro-brasileira e seu autor maior: Machado de Assis
por Elizabeth R. Z. Brose






 

TOX
por Paulo Franchetti




Gael (e essas seis primeiras quedas)
por Carla Diacov




2113
por Maíra Ferreira




Vovô não tem ai póde
por Mauricio Vieira




O umbigo
por Edson Bueno de Camargo




Quando apertei o botão vermelho
por Davi Araújo




Sete cantos selvagens
por Célia Musilli




Poemas de Wislawa Szymborska
por Josette Monzani




Bem-vindo à guerra do teu corpo
por Augusto Cesar Cavalcanti




O guarda-chuva no caos (quanto mais furado, mais poesia entra)
por José Carlos Mendes Brandão




Série Curt@s Histórias e Poesias
por Edgar Borges




Sexo sem anjos
por Jorge Elias Neto







 
27/04/2005 16:50:00
Cinco poemas ontogóides



Por Luiz Guerra


[declaração de princípio]

 

 

aqui não se esfinge de poeta _

 

o desferir e alvejar do verso

 

se dá entre tensão e suspeitas

 

 

 

[oráculo]

 

 

amanhã saltou-me da gaveta

 

meu retrato de moça infinita,

 

que me olhava aflita,

 

tão bela

 

 

 

 

[insular]

 

 

hóspede de mim,

 

sou também o anfitrião

 

e o escanção de venenos

 

 


[improviso]

 

 

moeda especiosa a eternidade,

 

lastro de barro malcozido

 

soprado às pressas

 

 



[weltanschauung]

 

 

mitologias do menino —

 

janela e pedaço de cais —

 

alma-escafandro

 

sem respirações de história

 

 

Luiz Guerra é poeta e cronista carioca. E-mail: lyguerr@uol.com.br

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