minando abismos a la deriva, pérdidas fluctuantes.
El deformado rostro de la belleza que las ruinas cultivan,
lenguaje extraviado al querer entrar en sí.
Tu cuerpo y el mío en su caída más secreta.
Un laberinto que fuese un desierto y un dios
sabedor que de allí no hay retorno. Fuga de tinieblas.
Los disfraces fatales de la memoria ante el infinito.
Indetenibles sombras cayendo sobre el mundo.
Tu cuerpo y el mío: lo que resta de uno en el otro.
REGNO DI VERTIGINI
Il tuo corpo e il mio cadendo sul mondo:
notte sacheggiata da una crovana di lampi.
Prede del tempo che fugge dalla sua fonte,
minando abissi alla deriva, perdite fluttuanti.
Il volto deformato della bellezza che le rovine coltivano,
linguaggio smarrito al voler entrare in sè.
Il tuo corpo e il mio nella loro caduta più segreta.
Un labirinto che fosse un deserto e un dio
conscio che da lì non c’é ritorno. Fuga di tenebre.
I travestimenti fatali della memoria di fronte all’infinito.
Ombre non trattenibili che cadono sul mondo.
Il tuo corpo e il mio: quello che resta d’uno nell’altro.
FRENZIED KINGDOM
Your body and mine falling over the world:
night sacked by a caravan of thunderstrokes.
Remains of a time fleeing from its source,
mining loose abysses and oscillating losses.
The deformed face of beauty worshipped by ruins,
language mislaid when trying to go into itself.
Your body and mine in their most secret falling.
A maze as if it were a desert or a god
who knows there is no return from there. Fleeing darkness.
The fatal disguises of memory before the infinite.
Unstoppable shadows falling over the world.
Your body and mine: what remains from one in the other.
REINO DE VERTIGENS
Teu corpo e o meu caindo sobre o mundo:
noite saqueada por uma caravana de relâmpagos.
Despojos do tempo foragido de sua fonte,
minando abismos à deriva, perdas flutuantes.
O rosto deformado da beleza que as ruínas cultuam,
linguagem extraviada ao querer entrar em si.
Teu corpo e o meu em sua queda mais secreta.
Um labirinto que fosse um deserto e um deus
ciente que dali não há retorno. Fuga de trevas.
Os disfarces fatais da memória ante o infinito.
Indetíveis sombras caindo sobre o mundo.
Teu corpo e o meu: o que resta de um no outro.
poema & imagens: Floriano Martins dedicado a Socorro Nunes tradución de Benjamin Valdivia tradotti da Silvia Favaretto tranlated by Jesús J. Barquet
Floriano Martins (Brasil, 1957). Poeta, ensaísta, tradutor e editor. Autor de livros como Alma em chamas (1998), O começo da busca (2000) e Estudos de pele (2004). Edita, com o poeta Claudio Willer, a revista eletrônica Agulha, http://www.revista.agulha.nom.br/ E-mail: floriano.agulha@gmail.com
Publicações de um autor no Cronópios
Outras publicações de Floriano Martins no Cronópios.