A águia da cicatriz funda o redemoinho da fronteira para aventurar-se nos quarteirões-bombeiros da púbis guerreira
e os selos dos fluxos hospitalares estendem as odontíases dos historiadores de elefantes nas escadas lapidadas
das vinhas mais próximas dos reclames oviformes das docas industriais
onde os mortalhas de cobalto-baptismal restauram a culinária dos estúdios mímicos
sobre as ultimas transferências das incrustações solares
As nadadoras de calendários-fósseis maceram os sombreados dos parapeitos
onde a secretária delinquente do silêncio emaranha-se
numa constelação de olhos-diamantes
prestes a crescer na pausa do hotel-látego
que singelamente tropeça no utensílio da astronómica masseira
dos autocarros pintalgados pelas virilhas dos helicópteros universais
Todos juram que viram um longo piano de chuva asilada
na diligência espiralada dos cirurgiões de trópicose os pássaros cientes dos turistas de estaleiros fornicadores
ornamentam os catálogos narcóticos
com as guloseimas das serpentes entremeadas de louças-trompas-radioactivas
onde os abdomens-acervos das radiofonias
constróem gaiolas espadaúdas com as lâmpadas ensanguentadas
pelas tarifas ocasionais das trepadeiras
Todos examinaram as frinchas dos telefones de chocolate
para consagrarem a solidão das carruagens nos volumes dos superintendentes naufragados
sobre o palanque lacrado no pedigree da arteriosclerose
Depois derramaram claramente
o peitilho das ferramentas telegráficas
nos andamentos da geologia inominada onde as falangetas da exausta porta reinventam as máquinas convulsas
das estrelas sobre o abismo mandibular das borboletas-conexões
A clavícula-violino do vendaval ressurge embalsamada na gula compassiva dos gestos-URANÓLITOS como as varandas PRECIPITADAS dos peixes a ocultarem o vocabulário das cordilheiras na dilatação dinâmica das salas agrícolas
Um tubo assustadoramente vegetal incandesce as homenagens das caligrafias cabalísticas enroscadas no vapor das calosidades dos bois
e o mergulhador de camisas de electricidade regressa hidrópico de molas da claridade
porque as gemas das feras pincelamlunarmente
os gladíolos das colmeias (DAS CURTAS
METRAGENS-CARROCEL LANCELOLADO ENTRE A DESFLORAÇÃO DO MAPA-MUNDI)
As munições progenitoras dos vestíbulos da menstruação RUTILAM
as lavadeiras dos damascos pulmonares
(alfarrobeira pluriaberta nos translúcidos talentos dos holofotes maternais)
As descrições das auto-entrevistas dos seios cavalgam milimetricamente
ao absorverem as picadas aguacentas dos animais
defendidos
pelo desenho disfarçado dos pulsos esvoaçantes
(AS ROCAS dos insectos peregrinos se desmoronam silenciosamente
entre os pavios das fístulas dos computadores)
A pontaria solitária dos excrementos das luzes retalha os mecanismos
das leitosas paredes historiando a nomeação da emergência dos torvelinhos
Parecem os compassos das pálpebras a resplandecerem
no café dos pequeníssimos abismos onde os silenciadores das pulsações emigram diversamente
entre os ziguezagues das lâmpadas das sombras
como a evaporação da insonolência dos vendedores a sorver as sardas transparentes das braçadeiras-glosadoras dos uivos
A erupção dos dormitórios-húmus pressente os brincos dos epiciclos
que dependem dos ovários crescentes das lágrimas aeroportuárias
(UMA cova de manta QUADRICULADA
a inclinar-se nas térmitas das catanas mutiladas
pela sinalização do sémen dos itinerários sonambúlicos
como se o marulhar da ancianidade dos tambores fosse o manancial inesgotável dos cães PISTEIROS
como se o silvo das costureiras das fanfarras esqueléticas esquadrinhassemas braçadas do relâmpago(AÇUCAR-PROFUSÃO) deserdado ocasionalmente na bebedeira das serpentes
como se os lábios dos peixes das sílabas acumulassem as garras
dos pirilampos nucleares nas navalhas desarrumadas dos neurónios-celeiros
como se as poeiras altivas dos lubrificadores de fendas estilísticas interrogassem os acordeões das rosas-teatro concentradas
nas auto-estradas hipnóticas dos rostos)
***
HANGAR 4
A latitude viajante do fôlego impacienta luminosamente
as recamaduras da gelosia pubianaeste diamante de respirações babilónicas exibe-se
sobre o alcance da invenção do dia e extrai todos os decoradores excitados no relevo infringível da orquídea
para quadrangular a longevidade das aberturas
daáguia-estância-cinematográfica onde os teoremas dos pêssegos começam a esquadrinhar a alucinação do penhasco-xadrez-corporal e tudo se desfolha na turbulência das cíclica rugas dos venenos aperfeiçoados maliciosamente
nos tabuleiros esfuziantes das ladras de luzes (esta fímbria de triunfos aguacentos a inventar as conexões do corredor de fogo escrito
sobre a permuta das gravadoras de insectos
os cercos abismais das águas a pulsarem no fundo das hospedarias dos felinos)
O zodíaco das âncoras-animais isola-se mais resistente na hegemonia
do cotovelo terrestre e as esquinas hiperbóreas dos ourives desfraldam o empoçamento
dos aplausos dos galgos para desagregarem os voos das uvas passadoras
que identificam os mostruários mortíferos das penínsulas citadinas
As alianças bífidas dos répteis incandescem as escarpas
das camisas das metrópoles
como bandos intraduzíveis a tossirem nos encaixotamentos geológicos
para apaziguarem as plumas das heranças das formigas caçadoras de biografias enclausuradas
(os espelhos esverdeados surpreendem a confidência dos fogos de artifício nas minerações do corpo
uma margem de uísques escritura as amplificações dos tipógrafos no adestramento das borboletas que se abrem nas mangas vulcânicas das citações das casas)__________Os pássaros esplendorosos dos arquivos interagem com as infiltrações estridentes dos minúsculos transportes
invocando a gravitação medicinal dos olhares e as reentrâncias dos telégrafos repousam na rua
concêntrica dos pilotos nocturnos
aqui o encadeamento dos estúdios do grito impulsiona
o abandono da cornucópia teórica nos dentes da canoa solar e os pomares congeniais das devastações mitológicas retrocedem
sobre as circunferências avançadas das lunaçõesOs cometas atam as delinquentes aves dos batimentos meteorológicos
no instinto estancado dos penhascos
estes mármores de desobediências policromas liquefazem-se no funambulismo da visão
estes anéis centrífugos dos aviadores coroando a portada-harpista do silêncio com outros maquinismos dos cânticos
com outros ferrolhos da cloroformização marítima
A perseguição imaginária da raiz estala na compensação do brio-circulatório dos ninhos
onde transparece as cavalgadas das projecções das buscas tresmalhadas
Os chifres da sarça definitiva do verão são dissolvidos
pelosestratagemas do caudal excêntrico que impulsiona a lei inerte nos
encaixes–maconhas dos olhares
aqui um réptil talhador de folhas alonga-se como um incêndio rítmico no câmbio da água
para confundir o pressentimento das provisões dos piscos-ferreiros
entre os semicírculos dinamitados dos eléctricos
onde o corpo do horário inaudível esvoaça nas gargantas desencontradas da cidade envidraçada
e tudo se desintegra nos untuosos estopadores dos bordéis financeiros
onde nascem as DUBLAGENS do suicídio das torres subterrâneas e os apeadeiros das carroças dos bichos ciclónicos
vergam a espadelada das cabeças contagiosas da sombra
(são os ofícios minúsculos das importações dasfogueiras a recuperarem os contornos sibilíticos das varandas dos metropolitanos
são as pulsações dos mercadores de areias descoradas
pelo sangue da lentidão das árvores artificiais onde os arados-morféticos dos chulos empantanam de moelas segadoras os peixes-martelo das fossas cambistas )
As bétulas sifilíticas são estropeadas
pelas matracas da gradaria solar
e os pecíolos roucos das framboesas dinamizam as cinzas da claridade
como umrastilho discreto da rotação dos fiadores nocturnos a incendiarem as bibliotecas dos animatógrafos
as pérolas dos produtos químicos das praças
são triangulares e fanáticas na contraluz dos bolores dos poços atómicos
onde pousa um sol de cor-tremulante ( formigueiros-sibilantes) com o cheiro do rapto das válvulas do fosforescente estorvo
Ardósia exilada eternizando as paredes incestuosas das universidades para escorregar nas confidências inalteráveis das sementes das ratazanas
O encontro das barbatanas das legiões está descalço num porto injectado de redes sanguíneas e as trompas fantasmagóricas das ruas estrondeiam repetidamente
sobre as amoras iluminadas das ventanias fugindo ao sono alanceado dos estranguladores citadinos
e a grafonola hipotecada do combóio do arquipélago alinha-se soberanamente
aos atiradores dos peixes-morcegos prolongando as foicesincertas das cavidades do louco murmúrio
como uma luta de ondas jugulares na mesma quedana mesma fraseologia amarelada do suor(talvez as poeiras dos ponteiros entranhados das flautistas a formarem centralmente
um morro embocaduras no sal-hipnóticopara decifrar a disposição da abstinência dos guarda-sóis)
é o odor dos chochos perpendiculares à unha solar
é a partilha tumular do fôlego do fruto a descortinar o lóbulo ensopado do chamamento das espaldas dos insectos
Os sobrolhos inumeráveis das lendas emprenham
as madrugadas dos soldados fabris com o cansaço das estrelas
onde os cofres-relâmpagos das asas engolem
as náuseas das dilacerantes velas
AQUI as borboletas esgotadas esboçam os meridianos dos mausoléus crepusculares imitando as balanças oblíquas do verão
que abocanha timidamente os assombrosos juncos
Os esquadros ESPASMÓDICOS das locomotivas
amontoam cinematograficamente
as cápsulas extemporâneas das lunações
entre os anzóis galácticos mergulhados nas voltagens incessantes das indígenas laranjas
onde as bandarilhas nocturnas emparedam continuamente
uma corrente de artérias com os pólos-ateliers do tórax solar
não afastem AS GRAFITES dos ventrículos dos cenógrafos porque os dedos dos caçadores de ideogramas descoroam a mancha do cios polifónicos e as pautas inconstantes dos açudes pacificam as manobras solares dos bíceps da fecundação( barreira bombardeada pelos cronómetros da eflorescência )
não digam arena de faróis no refinadura bifronte do comboio impaciente porque os hóspedes das fuselagens gramaticais abotoam as saudações das gôndolas às serpentes talhadoras de anuários
não digam orquestra nocturna na gaze ferradora de passaportes celestiais porque
as panteras-diamantistas dependuram-se nas bocas autenticadas das manadeiras
não digam luz-vara na tradição dos gemidos dos canários porque as campânulas das historiógrafas contrabandeiam gramofones vegetais
entre as ONOMATOPEIAS das navalhas encantadoras de orvalhos
Luís Serguilha, poeta, nasceu em Vila Nova de Famalicão, em 1966. Publicou, entre outros livros de poesia, O périplo do cacho, O outro, Embarcações, O externo tatuado da visão, Lorosa’e boca de sândalo eA Singradura do capinador. E-mail: lf.serguilha@hotmail.com
Publicações de um autor no Cronópios
Outras publicações de Luis Serguilha no Cronópios.