Café Literário Cronópios











Acenderam uma fogueira em Itaitinga
por Mendes Júnior






 

Cavalo Azul
por Flávio Viegas Amoreira




Terça-feira
por Clarice Linden




De Clarice para Clarice
por Jorge Miguel Marinho




Seleta Twitter - Desvairados inutensílios
por Silas Corrêa Leite




Haikai coletivo
por Gustavo Felicíssimo




Uma porta (entre)
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Servicinho extra!
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Adeus cativeiro da métrica
por Gerson Chagas




Poesia para dançar
por Karen Debértolis




No comprimento de águas e conchas
por Marco Aqueiva




Antologia Poenocine
por Grupo Poenocine







 
31/7/2009 00:05:00
Matemática



Por Gabriel Pardal




  











Tudo começou com a Bahia.
Tudo começou com uma banda.
Quer dizer, várias bandas, várias bandas que eu tive que não deram certo, e eu acabava ficando com um punhado de composições na mão, um catatau de idéias no quarto. Como não caibo em mim, não teve jeito, decidi montar uma banda sozinho, chamada Pardal [porque na época tinha um Pardal que visitava minha janela etc etc], eu tocava todos os instrumentos, de forma tosca mesmo, de coração, e fui substituindo a melodia das canções para uma melodia mais ligada com o fluxo da palavra escrita, da poesia, como um texto sendo falado e a banda de um homem só tocando ao fundo. Tudo vai sendo gravado de forma artesanal, aço e cola, no computador, com ruído e chiado. O rigor é o trabalho escrito, o cuidado com as palavras. Eu levo dias e dias, semanas e semanas para escrever um texto e em apenas um dia gravo o áudio com música e tudo.

Só aqui no Rio que eu tive a idéia de fazer os vídeos. É um outro processo, outros elos, novas vertigens envolvidas, só que feita com a mesma pretensão tosca. Também faço umas apresentações ao vivo com os poemas e a música, experimentando o contato com um público possível, a resposta imediata, a permeabilidade do texto. Ocorre que o cuidado é sempre com a literatura, o olhar do poeta: esgarçar as idéias, a busca pela reflexão, pela necessidade de se refletir, de opinar, e como transpor tudo isso para um papel. Tem a banda, tem o vídeo, tem ao vivo, tem a bahia, mas o mais importante é a literatura, matriz de tudo e como tudo desemboca aí. 










  










Gabriel Pardal escrevescreve desde os doze anos, participando em conjunto de outras atividades em que a criatividade seja participativa: salto com Cortázar, nado Melville, revesamento Lispector, noitada beatnik, e por aí vai. Nasceu debaixo da rede em Salvador, mas mora há dois anos no Rio de Janeiro. Escreve regularmente no Blog: http://gabrielpardal.blogspot.com/ , de lá tem outros portais. Você não pode perder o risoto à Kafka que ele faz. E-mail: falecomgabpardal@gmail.com

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