Café Literário Cronópios






Um poeta enorme (do tamanho incalculável de um abraço)
por Micheliny Verunschk











 

O silêncio dentro de um grito
por Felipe Stefani




Há folhas caindo
por Ângela Castelo Branco




Mariogame nº 3
por Luiz Roberto Guedes




Mulheres do Candeeirocafe
por Candeeirocafe




“Sampoema”
por Flávio Viegas Amoreira




Bandeiras: territórios imaginários
por Guilherme Mansur




Ai de ti, Haiti
por Márcio Almeida




Haicais à Guilherme de Almeida
por Marcelo Tápia




Antes da criação, não havia meias de nylon
por Viviane de Santana Paulo




Sampa afogada
por Ulisses Tavares




A definição do silêncio
por Sylvia Beirute




Tristeza vem e passa
por Ana F.




Véu
por Adriana Versiani




Cola e tesoura 3
por Márcio Araujo




Balofo e sicofanta
por Paulo Franchetti




Boletins oficiais
por Gabriel Pardal




Espera poesia
por Guilherme Mansur




O acaso é feito de pequenos dentes
por Sérgio Graciotti




Dia Nacional da Consciência Negra
por da Redação




Para pegar
por Luís Capucho







 
7/8/2005 22:50:00
Cordel do Men$alão...




Por Gustavo Dourado





O Men$alão é real:
É verdade, sim, senhor
Velho E$quema milionário
Tem bispo e assessor
Parlamentares a rodo:
Funcionário e servidor...

Tem mala pra todo lado
No $hopping, no avião
Mala no aeroporto
No congre$$o da Nação
Tem até mala perdida
Feito bala de canhão...

Desviaram o dinheiro
Do Te$ouro, do Erário
Há dinheiro para tudo
Só não tem para o salário
Quem trabalha honestamente:
Subvive como otário...

A $afadeza é geral
Descomunal bandalheira
Só se vê maracutaia
Aumenta a roubalheira
Compraram a reeleição:
Venderam a pátria brasileira...

Dinheiro da corrupção
Para comprar de”puta”do
Roubam das estatais
Do patrimônio do E$tado
De carro forte e avião:
Na cueca e no costado...

Dinheiro de todo tipo:
Ouro, dólar e real
Saquearam o Brasil
Assaltaram o hospital
Dilapidaram a escola:
A falcatrua é nacional...

Desde 1500
O Bra$yl é saqueado
Os pirata$ enriquecem
Roubam a grana do Estado
Desde as Capitanias
O roubo é sacramentado...

Só vai para a cadeia
Pobre, preto e desgraçado
Ladrão de colarinho branco
Logo é inocentado
Entra com um habeas corpus
Que logo é ajuizado...

O rico tem regalia
Advogado de primeira
A lei favorece a grana
O pobre leva rasteira
Além de não ter emprego:
Vai mofar na “geladeira”...

Escândalos à flor da pele
Fraudes em licitação
Bancos
e empreiteiras
Prejudicam a Nação
Juros na estratosfera:
Esse $istema é do Cão...

Mesadas de 30 mil
E até de um milhão
Para a conta do Partido
E do vivo espertalhão
Falta verba pra saúde:
Fenece a educação...

A orgia financeira
É uma grande sacanagem
Tubarões e agiotas
Lucram com a rapinagem
Malas, caixas, Men$alão:
É crescente a ladroagem...

Cassem-se vários mandatos
Chega de politicagem
O Brasil tem que mudar
Melhorar a sua imagem
Exportar nossos corruptos
Junto com a bandidagem...

Invistam na Educação
Melhorem o investimento
Chega de cartas marcadas
De superfaturamento
Aumentem nosso salário:
Pra que tanto sofrimento?

O povo quer a verdade
Quer emprego e escola
Quer um salário decente
Para acabar a esmola...
A elite corruptora:
Rouba até a nossa bola...

Salve o povo brasileiro
Honesto e trabalhador
Prendam todos corruptos
Tubarão corruptor
Acabe-se o miserê:
Do $istema opre$$or...

 

 

 

 

Gustavo Dourado é baiano de Recife dos Cardosos-Ibititá-Chap.Diamantina. No DF há 29 anos atuou nos movimentos poéticos, ecológicos, populares, estudantis(UnB), socioculturais. www.gustavodourado.com.br  www.phalabora.ta-na.net  Sites selecionados pela Unesco/Google/Yahoo.

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