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09/04/2012 17:57:00
Epitáfio do SS Günter Grass



Por Jacob Pinheiro Goldberg




Uma resposta ao texto "O que deve ser dito", de Günter Grass, publicado no `Suddeutche Zeitung`, da Alemanha.



Durante o nazismo jovens
Da “Rosa Branca” foram assassinados
Porque resistiram
Durante o nazismo o jovem Günter, nº666 da SS
Matou judeus
Adorno decretou “Depois de Auschwitz, a poesia será bárbara”.

Ahmadinejad decretou que 6.000.000 de judeus em Israel devem ser eliminados.

Adenauer e Beu-Gurion decretaram o “Wiedergutmachung”.

Günter com olhos de fera, garras de fera, juízo de fera, decreta, aedo satânico. A condenação de Israel no cantochão da “Oração à paz” proferida por Hitler. A paz do cemitério.
O mundo que se silenciou quando uma jovem foi estuprada em Ostrowiez e jogada pela janela, ficou, cadáver exposto é a metáfora do coral wagneriano que urra por mais, mártires.

Guimarães Rosa decretou que diante de horror nazista, a única reação digna do mineiro de Cordisburgo era: “A bala”.

“Díe Rose ist ohme warum, sí bluhet weíl sí bluhet”, decretou Angelus Silesius.

O Golem decreta canteiro de flores em Jerusalém “A rosa não tem por quê. Floresce porque floresce”.





                                                * * *
 

Jacob Pinheiro Goldberg é doutor em psicologia, psicanalista, advogado, poeta, mineiro nascido em Juiz de Fora, polonês e judeu. E-mail: jacobpgoldberg@yahoo.com.br

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