Nas noites, cavalos e éguas pastavam nos arredores da casa do sítio. Por vezes permaneciam à sombra da frondosa cajazeira. Sombra desenhada pelo maduro cajá da lua. Meu tio se recolhia, a minha prima que eu sempre espiava no banho. Madrugada, o azedo esturro dos cavalos. Tremiam trotes, de repente. Vinham os gemidos das éguas sendo penetradas. E minha tia a me apertar na tenda do lençol.
Rinaldo de Fernandes é contista, romancista e antologista. Lançou recentemente, pela Geração Editorial, a antologia Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de sua morte e vai lançar em outubro próximo, pela 7 Letras, o seu primeiro romance: Rita no Pomar. E-mail: rinaldofernandes@uol.com.br
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