Café Literário Cronópios











Um ar de família
por Felipe Fortuna






 

Pequeno tempo
por Vanessa Campos Rocha




Monólogo da velha apresentadora
por Marcelo Mirisola




Maria Suástica
por Tetê Martins




Atos atávicos
por Ercilene Vita




SCAR
por Milena Martins




Último encontro
por Paulo Mohylovski




Poeira branca
por Cláudio Feldman




Aprendizado
por Cecília Prada




A morte e o sapateiro
por Márcia Barbieri




O moço tecelão
por Cláudio Costa




A memória dos seres inanimados
por Severo Brudzinski




O aparelho
por Letícia Palmeira







 
1/8/2008 21:48:00
Apertos



Por Rinaldo de Fernandes

 

 

Nas noites, cavalos e éguas pastavam nos arredores da casa do sítio. Por vezes permaneciam à sombra da frondosa cajazeira. Sombra desenhada pelo maduro cajá da lua. Meu tio se recolhia, a minha prima que eu sempre espiava no banho. Madrugada, o azedo esturro dos cavalos. Tremiam trotes, de repente. Vinham os gemidos das éguas sendo penetradas. E minha tia a me apertar na tenda do lençol.

 

 

 

 

 







 

 

 

 

 

 

Rinaldo de Fernandes é contista, romancista e antologista. Lançou recentemente, pela Geração Editorial, a antologia Capitu mandou flores: contos para Machado de Assis nos cem anos de sua morte e vai lançar em outubro próximo, pela 7 Letras, o seu primeiro romance: Rita no Pomar. E-mail: rinaldofernandes@uol.com.br

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