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A mulher na escrita rupestre no paleolítico superior Não sei se as pesquisas do acadêmico cearense foram suficientemente abrangentes. Pois me lembro de ter lido na revista Art Today, Yesterday and Tomorrow,da Universidade de Princeton, que certas imagens da arte rupestre, sugerindo o desejo e a satisfação sexual,pareciam ter sido executadas sob um "ponto de vista feminino". Há registros, também, de imagens do período paleolítico superior que mostram mulheres matando seu homem a pedradas, para ficar só na companhia dos filhos. Otto Kunst, discípulo de Freud, viu uma ponta a ser puxada para explicar o comportamento gay. O famoso pesquisador de Taiwan, Wan-Kim-Lau, que coordenou os trabalhos arqueológicos, acabou por ganhar um Nobel por eles. Posteriormente o prêmio foi cassado, pois Lau, bêbado, deixava escapar nos bares que suas conclusões eram baseadas na Teoria do Chute. O dinheiro do prêmio, porém, nunca foi recuperado, pois o astuto chinês o havia lavado em casas de ópio, prostituição, cassinos clandestinos e coisas do gênero. (postado por Sérgio Sant'Anna em 5/7/2008) |
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Um cineasta na Flip A declaração mais deselegante na Flip foi a de João Moreira Salles. Ao acordar e tomar conhecimento de que o Fluminense perdera a Libertadores, disse que ficou contente e aliviado. Isso, no meus tempos de garoto, se chamava "gozar como o pau dos outros". No caso, o dos equatorianos. Mas o João tem boas razões para isso, o seu alvi-negro que já foi de General Severiano e agora é do cu do mundo, anda caindo pelas tabelas no brasileirão. Prometo felicitar o ilustre torcedor e cineasta quando o seu timeco cair para a segundona. (postado por Sérgio Sant'Anna em 5/7/2008) |
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continuando mália. Vem aí de volta o pitoresco Somália que comemora cada gol seu com coreografias absolutamente originais, misturando passos de funk-rap-samba. Com ele no comando, com certeza ganharemos a segunda-divisão no ano que vem. Agora já detectei o que foi detectado no xixi do Dodô naquela examente anti-doping em que foi reprovado: falta de sangue. (postado por Sérgio Sant'Anna em 5/7/2008) |
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Somália, rap, arte dramática, canastrões! Sou um tricolor herético. Passadas 48 horas do naufrágio, vejo as coisas com a lucidez de um crítico. A LDU de Quito mereceu ser campeã da Libertadores. Nossa torcida feminina, com seus chiliques para a Globo e Sportv, merece o troféu de melhor figurino. Mas o enredo não podia ser pior. A destacar também a arte-dramática de Washington,o poste, ao perder gol e pênaltis, e ao cair na área inimiga como se tivesse levado um tiro. Melhor ainda os gestos de desespero de Renato (burro! burro!) à beira do gramado. Vejam bem a tática do Gaúcho: perguntado em Quito,quando o primeiro tempo terminou com o placar de 4 a 1 para os equatorianos, o que o Fluminense precisaria para "reverter"o resultado, não hesitou em responder: vergonha na cara! Grande.Grande estrategista, nada de jogo coletivo organizado como o do time da LDU: bolas rápidas para os pontas, sendo que o da direita era o craque Guerron, com bem mais recursos do que vergonha na cara. Mas não se desesperem, amigos, vem aí de volta o So (postado por Sérgio Sant'Anna em 5/7/2008) |
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Tânia Barros Simplesmente Brilhante II Penso que esta discussão se desencadeou quando eu postei uma nota onde me referia a mulheres escritoras. Não falei de "Literatura Feminina". Se esta existe ou não, não sei. Falei de MULHERES ESCRITORAS. É diferente! Para mim, que leio desde os dez anos de idade, até pouco tempo atrás, mulheres nem eram capazes de escrever. Morei num colégio que possuía uma das mais ricas bibliotecas do estado do Ceará: a do Seminário de Sobral. É provável que existisse um outro livro escrito por mulher; só que eu NUNCA vi. Quando disse que mulheres escrevem melhor do que homens, levei em conta o tempo. A historiografia registra os primeiros escritos entre os Sumérios (4º milênio A.C.)Desde então, até meados do século XX, um livro escrito por mulher é raridade. Nem no chamado RENASCIMENTO alcanço mulheres escritoras. Estendi este prazo a 50 mil anos (paleolítico superior) para incluir a escrita rupestre. Pois acho pouco provável que as mulheres tenham tido participação nesta arte. (postado por ray silveira em 4/7/2008) |
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Quem tem medo da literatura feminina? A polêmica rende, desde que as mulheres começaram a figurar, timidamente, como autoras, no panorama literário. Há linhas de pesquisa que apontam determinados traços como expressivos de uma dita literatura "feminina", que independe do sexo do autor, referindo-se ao ponto de vista do eu, poético ou narrativo. Exemplo-mor: Chico Buarque. Há outra linha, que vê na temática e na reivindicação, e não na instância narrante, o referido gênero. Machado colocou a mulher como foco, mas ainda como personagem. Que elas são o elemento catalisador, não há dúvida. Mas a mulher como sujeito do discurso surge depois... (postado por Tatiana Alves em 4/7/2008) |
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Correção Ensaio! Ensaio! Quis dizer que amei o ensaio! Ah! (postado por Juliana Santos em 4/7/2008) |
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Ops, uma maçã! Esbarrei neste artigo por puro capricho do acaso. Procurando algo mais sobre Robert Frost, encontrei esta beleza de artigo sobre a nossa querida Literatura...A internet tem das suas graças. Adorei ler este artigo! (postado por Juliana Santos em 4/7/2008) |
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quem tem medo da literatura feminina ?- VI nos romances, principalmente da ‘segunda fase’, Machado capta de forma aguda, a la Freud, as sutilezas do ‘discurso do desejo inconsciente’, descreve conflitos e enfatiza o inconsciente, sua obra como o principal elemento/vetor de pontos de interseção entre a literatura e a psicanálise ; a percepção acentuada do funcionamento do psiquismo humano na verdade vem desde as primeiras obras.]Na maioria dos romances, a mulher é o elemento forte, põe o homem dependente, é também o esteio, a base da relação.Um número surpreendente de contos são o que pode ser catalogado como ‘estudos sobre a mulher’: “Queda que as mulheres têm para os tolos”; “Singular ocorrência”; “Capítulo dos chapéus”; “Primas de Sapucaia !”; “Uma senhora”; “Trina e una”; “Noite de almirante”; “A senhora do Galvão”; “Missa do galo”; “D. Paula”.Para muitos estudiosos, Machado era mesmo ‘feminista’ __ e a cada leitura de sua obra nos damos conta da sutileza e da abrangência desse feminismo.Erugido como categoria literária. (postado por mauro rosso em 4/7/2008) |
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quem tem medo da literatura feminina- V Porém, nenhum escritor brasileiro do período ‘edificou’ tanto a mulher como personagem capital e leitmotiv básico de seus textos como Machado de Assis. Ele escrevia sobre mulheres e para mulheres. Amores e frustações femininos eram temas constantes, sempre presentes o ciúme, o adultério, a prostituição, e as personagens femininas ocupam lugar privilegiado, lugar de destaque em todos os romances e na maioria dos contos.Machado sempre escreveu para periódicos cujo público era predominantemente feminino, primeiro no Jornal das Famílias ,depois em A Estação.Nas entrelinhas de seus contos , romances, e também de suas crônicas, Machado sempre chamou atenção para as necessidades e os direitos da vida afetivo-sexual de suas leitoras: a mulher devia receber instrução e não ficar confinada à vida doméstica, tendo direito ao amor e à liberdade__ daí, seus temas mais constantes: o ciúme e o adultério. Machado trouxe à luz a questão da sexualidade feminina ,a exemplo de Flaubert, Balzac,Eça e Freud (postado por mauro rosso em 4/7/2008) |
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quem tem medo da literatura feminina- IV Naquele século XIX e na primeira quadra do século XX, no entanto, não foram apenas elas que escreveram ‘sobre elas ou para elas’: quatro escritores-homens se destacaram por voltar-se, em graus e enfoques diferentes, para as mulheres.: Joaquim Manuel de Macedo descreveu-a e tratou-a como “donzela de irrepreensíveis pendores” em especial em A Moreninha e em inúmeros contos. José de Alencar traçou o mais completo retrato da mulher ‘urbana’ da corte, no Brasil pós-Independência, no auge do romantismo, notadamente na trilogia Senhora, Diva e Lucíola, além de nas novelas Cinco minutos e A viuvinha ,e nos romances A pata da gazela, Sonhos d'ouro, Encarnação. Lima Barreto debruçou-se sobre a mulher ‘republicana’ , logo na década de 1910, ao desenvolver o “tema de Carmen” , uma série de artigos e crônicas em jornais e revistas nas quais a propósito de crimes ou julgamentos, ataca os homens “que se atribuem direitos sobre a vida das mulheres”, denunciando crimes de uxoricídio. (postado por mauro rosso em 4/7/2008) |
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Literatura feminina Literatura feminina maiúscula são as letras de Chico Buarque quando fala como mulher. O resto é teoria acadêmica. Literatura não tem sexo. Ou presta ou não presta. (postado por jorge fernando dos santos em 4/7/2008) |
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quem tem medo da literatura feminina- III Tudo isso traduzido e materializado em experiências formais e estilísticas : fragmentação narrativa, intertextualidade, o foco narrativo múltiplo, o intenso fluxo-de-consciência, o registro labiríntico no lugar da estrutura linear, a exploração dos mitos,do esotérico, a clara opção a pela ‘linguagem do corpo’, “a procura do sentido das coisas” __ esta talvez, a expressão-chave da escrita feminina contemporânea.No Brasil, o surgimento de mulheres escritoras ocorre principalmente a partir do século XIX, no contexto da crescente importância da imprensa e do início de movimentos em prol dos direitos das mulheres.Na literatura brasileira, considera-se o romance Úrsula (1859), da maranhense Maria Firmina dos Reis, a primeira narrativa de autoria feminina. O romance reduplica os valores patriarcais, construindo um universo onde a donzela frágil e desvalida é disputada pelo bom mocinho e pelo vilão da história:contrariando os finais felizes, a narrativa termina com a morte da protagonista. (postado por mauro rosso em 4/7/2008) |
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quem tem medo da literatura feminina- II Na verdade, as grandes mudanças que o século XX trouxe para a vida da mulher foram fator determinante para o surgimento e expansão de uma literatura feminina __ reflexo e manifestação dos novos papéis da mulher na sociedade e no mundo. A gestação dessa ‘nova mulher’ deu-se pelo amadurecimento crescente de sua consciência crítica, que determinou uma transformação radical da escrita realizada pela mulher : de uma literatura lírica-sentimental, de ‘contemplação emotiva’, para uma literatura ética-existencial, de ‘ação ética-passional’__ um caminho trilhado , e nitidamente percebido no meio exterior (por críticos, leitores, editores, agentes, midia, etc), na área da prosa ficcional, da poesia e do teatro.Na nova ficção feminina, o amor __ codimentado pelo erotismo, por vezes exacerbado __deixa de ser o tema absoluto para ceder espaço a sondagens existenciais, ao ludismo e ao feérico na invenção literária, ao questionamento político e filosófico. (postado por mauro rosso em 4/7/2008) |
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uem tem medo da literatura feminina ?-I aTânia, a Tatiana, a Ray :os trechos a seguir são de um ensaio meu: Preconizada por Virginia Woolf, na década de 1930 [ no livro A Room of One’s Own (Um quarto todo seu.) ] , defendida pelas feministas européias de 1970, uma “escrita feminina” ganhou corpo (e forma) na literatura, sim senhor __ queira-se ou não. Mulheres escritoras (ficcionais e não-ficcionais) têm voz própria, estilo próprio, linguagem própria, temática própria , Apesar das (para alguns, incontornáveis) dificuldades para definição precisa do que seja uma escrita feminina, eu particularmente entendo existir uma ‘literatura feminina’ com elementos, valores e vetores próprios __ que só fazem acrescentar e enriquecer a Literatura (e a Cultura, em geral). Fácil identificar entre escritoras brasileiras e estrangeiras contemporâneas uma escrita nitidamente feminina __ e suas obras carregadas de características específicas.A literatura de autoria feminina já criou seu espaço próprio no universo literário mundial. (postado por mauro rosso em 4/7/2008) |
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Inutilidade da poesia A poesia não serve pra nada. Não serve pra comer Nem pra beber. Não serve pra vestir Nem pra calçar. A poesia não toca no rádio Nem melhora a audiência da TV. Não dá lucros, Não paga impostos, Não vence eleições Nem alucina os viciados. A poesia é inútil, A poesia é estéril. A poesia não é isso nem aquilo, Não ata nem desata, Não fede nem cheira. A poesia, senhores, é um absurdo! (postado por jorge fernando dos santos em 4/7/2008) |
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Um Átimo... Caros Tatiana e Ray Agradecida pelas palavras dos colegas, muito! Cada ser humano em seu processo de busca, quando abençoado por assim traçar sua existência, é uma antena para mistérios e vivências que transcendem a própria inquietação. Abraços, Luz. (postado por Tânia Barros em 4/7/2008) |
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...POESIA É PARA SER LIDA...!!!????!!!!!!!!!!!!!!!!! O CARA POESIA É PARA SER LIDA sem estrutura-analise-estiletes-ma rxianos... CHEGA DISTO POESIA É PARA SER LIDA... VALEU BRODER! E VAMOS LER CICEROS ADEMIR ASSUNÇÕES RODRIGOS ANGELICA PEDROS PAULOS HUMBERTOS DE CAMPOS POETAS E ESTRADAS porque? PORQUE A POESIA É RETA SUJA ENTRE ABSTRATOS E...CONCRETOS NO ESPAÇO DO PAPEL VERBAL... VIRTUAL...VISUAL... valeu MANO!!? VALEU BRODER PAULOS E ANJOS DO INFERNO!!! (postado por Pedrinho Renzi em 4/7/2008) |
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Num átimo Excelente o texto de Tãnia Barros, remontando a eternas angústias, e à constatação de que a resposta, no fim das contas, sempre esteve bem ali, dentro do ser. (postado por Tatiana Alves em 4/7/2008) |